A Polícia Civil de Goiás intensifica a apuração de fraudes eletrônicas cometidas contra agências lotéricas no estado. Nesta quarta-feira (15), o Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Anápolis deflagrou a segunda fase da Operação Boleto Fantasma. A ação teve como alvo uma lotérica em Corumbá de Goiás, onde um golpe causou prejuízo superior a R$ 70 mil.
De antemão, os investigadores apontam que os criminosos utilizam o WhatsApp para se passar por proprietários das agências. Então, ordenam que funcionários realizem pagamentos de boletos com compensação imediata. Esses valores são rapidamente desviados para contas da organização criminosa, o que impede a reversão da transação após a descoberta da fraude.
Além disso, a primeira fase da operação, realizada em abril, já havia permitido a identificação de membros do grupo. Nessa etapa, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão em Goiânia e coletou equipamentos usados nos golpes. Agora, com novas buscas domiciliares e 32 medidas judiciais, a investigação se aprofunda.
Acima de tudo, os prejuízos estimados com esse esquema já ultrapassam R$ 500 mil. Os golpistas demonstram alto grau de organização, utilizando meios digitais para enganar vítimas e ocultar os valores transferidos de forma ilícita. A complexidade das fraudes eletrônicas exige ações coordenadas entre polícia, justiça e setor bancário.
A Polícia Civil, por meio do GEIC de Anápolis, seguirá empenhada até a completa elucidação dos crimes. Desde já, reforça-se o alerta para que funcionários de lotéricas redobrem a atenção em ordens recebidas por mensagens. O combate às fraudes eletrônicas exige vigilância constante e cooperação das vítimas para interromper a atuação dos criminosos.








