Informações reveladas pelo Anápolis Diário com base no inquérito policial nº 2506313221, conduzido pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Anápolis mostram que o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), é citado como integrante de um grupo de WhatsApp utilizado para coordenar postagens difamatórias contra adversários políticos. Ações são resultado da Operação “Máscara Digital“.
A investigação, enviada à 5ª Vara Criminal de Anápolis, aponta que Márcio Corrêa não apenas tinha conhecimento da atuação do então secretário de Comunicação, Luís Gustavo Rocha, que foi preso na última sexta-feira (16), como participava ativamente do grupo denominado “Café com Pimenta”. Também faziam parte do grupo o jornalista Denílson Boaventura, diretor de Comunicação da Câmara à época, e sócio do site Portal 6, e que também foi preso na última semana. Ambos já foram foram soltos, mas exonerados de seus respectivos cargos.
Segundo os delegados responsáveis – Luiz Carlos Cruz Filho, Marcos de Jesus Adorno Filho e Leonilson Pereira de Sousa – foram encontradas mensagens atribuídas a Márcio Corrêa nas quais o prefeito dá ordens para a publicação de conteúdos. Em uma delas, ele afirma: “Bora soltar essa no Anápolis na roda 3”, o que, para os investigadores, indica instigação e direcionamento de ataques.
A análise técnica foi realizada com auxílio de um software desenvolvido pelo CyberGaeco, do Ministério Público de Goiás, que garantiu a segurança e integridade das informações extraídas do celular de Luís Gustavo Rocha, apreendido durante as investigações. Os delegados concluem que há indícios de envolvimento direto do prefeito, autoridade com prerrogativa de foro, e por isso solicitaram ao Tribunal de Justiça de Goiás a autorização para prosseguimento das investigações.
Até a publicação desta reportagem, nem o prefeito Márcio Corrêa nem a Prefeitura de Anápolis haviam se manifestado sobre o conteúdo do inquérito. O Tribuna do Planalto reforça que o espaço segue aberto para manifestação.











