Fazer exercícios reduz morte precoce de forma significativa, de acordo com um estudo que analisou dados de mais de 7 milhões de pessoas ao redor do mundo. A prática regular de atividades físicas aeróbicas pode diminuir o risco de morte precoce por todas as causas em até 40%, segundo a meta-análise publicada no British Journal of Sports Medicine.
O levantamento, um dos mais amplos já feitos sobre o tema, revela que mesmo adultos mais velhos que começam a se exercitar tardiamente conseguem melhorar a longevidade. Em alguns casos, o benefício é ainda maior — entre 10% e 15% de redução adicional no risco de mortalidade. O ponto central, segundo os pesquisadores, é manter o corpo em movimento com regularidade.
Além disso, o estudo identificou que os maiores ganhos ocorrem entre aqueles que praticam ao menos 300 minutos de exercício moderado por semana. Ainda assim, quem faz menos do que o recomendado também colhe benefícios. Segundo a pesquisadora Ruyi Yu, pessoas sedentárias que começaram a praticar atividades físicas tiveram 22% menos risco de morrer precocemente.
A pesquisa destaca que exercícios reduz morte precoce especialmente quando combinam cardio com resistência. Caminhadas rápidas, ciclismo, natação e até uso de pesos simples em casa contribuem para esse efeito. Os dados também mostram que o risco de doenças cardiovasculares pode cair em até 40% e o de câncer em 25% com exercícios consistentes.
Por outro lado, interromper os exercícios pode anular os benefícios adquiridos. Pessoas que deixaram de se exercitar apresentaram o mesmo risco de mortalidade que aqueles que nunca se mantiveram ativos. Por isso, os especialistas reforçam que, mais importante do que a intensidade, é a constância.
O estudo comprova que nunca é tarde para começar. Adotar uma rotina ativa, ainda que de forma leve, pode ser o caminho mais simples e eficaz para uma vida longa e saudável.











