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Empresa terá até setembro para limpar área do lixão de Padre Bernardo

TAC firmado com a Semad exige ações imediatas para conter impactos ambientais no córrego Santa Bárbara


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 14/07/2025 - 08:50

Foto: Divulgação/Semad
Empresa Ouro Verde assina TAC e define prazos para retirada de lixo e mitigação de danos no lixão de Padre Bernardo. Foto: Divulgação/Semad

A crise ambiental causada pelo lixão de Padre Bernardo começa a receber respostas concretas. Após o desmoronamento de uma pilha de resíduos sobre o córrego Santa Bárbara, a empresa Ouro Verde, responsável pelo local, assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O acordo estabelece prazos rigorosos para a retirada do lixo e outras ações de mitigação dos danos causados ao meio ambiente.

Segundo o documento, a remoção dos resíduos depositados sobre o manancial deve começar no dia 21 de julho e ser concluída até 15 de setembro. Até o dia 18 deste mês, a empresa deve apresentar os comprovantes da contratação dos caminhões que farão o transporte. Além disso, o TAC obriga a apresentação do projeto de uma nova lagoa de chorume até o mesmo dia do início da limpeza, bem como a construção das ensecadeiras até 4 de agosto.

Ainda de acordo com o termo, a Ouro Verde também terá que implantar, até 21 de julho, um canal de atendimento estruturado para registrar e responder em até 24 horas todas as queixas da população. A empresa também se compromete com medidas como o monitoramento contínuo da qualidade da água, levantamento do uso hídrico pela comunidade local e instalação de poços tubulares nas propriedades que não possam ser atendidas por caminhão-pipa.

A situação do lixão de Padre Bernardo é grave e segue sob vigilância. A Semad acompanhará todas as medidas acordadas, exigindo relatórios quinzenais e informativos semanais da empresa. No entanto, a secretaria reforça que a assinatura do TAC não autoriza o funcionamento do empreendimento e não interfere nas sanções já impostas, incluindo embargos administrativos e ações judiciais em curso.

Mesmo com o acordo firmado, a Ouro Verde ainda poderá responder por infrações administrativas, civis e criminais. A expectativa é de que o cumprimento dos prazos e ações definidos no TAC evite novos danos e ofereça um caminho para a reparação ambiental da região atingida.