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Mergulho em água rasa vira armadilha comum nas férias de julho

Crer chama atenção para os riscos de acidentes durante atividades aquáticas


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 16/07/2025 - 16:17

Raezio segue otimista com o seu processo de reabilitação. Foto: Reprodução Klysman Prado/agir

As férias de julho são o momento ideal para relaxar, viajar e aproveitar a natureza. No entanto, é também um período em que aumentam os casos de acidentes em rios, piscinas e cachoeiras. O Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) alerta sobre os riscos de mergulhos em águas rasas, que estão entre as principais causas de lesão medular no Brasil.

Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna, durante as férias, o mergulho em locais com profundidade desconhecida torna-se a segunda maior causa de lesões na medula espinhal. O impacto da cabeça no fundo da água pode resultar em fraturas cervicais, paralisia e sequelas permanentes, que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida das vítimas.

Casos como o de Raezio Nascimento, de 18 anos, mostram como um simples mergulho pode mudar toda uma trajetória. Em dezembro de 2023, ele bateu a cabeça ao saltar em um riacho e perdeu os movimentos do corpo. Hoje, em tratamento no Crer, compartilha sua experiência para alertar outros jovens e famílias sobre os perigos silenciosos da imprudência durante as férias.

Para evitar acidentes graves, o Crer recomenda cuidados simples, como verificar a profundidade da água antes de mergulhar, evitar brincadeiras perigosas e não consumir bebidas alcoólicas antes de entrar em rios ou piscinas. Em caso de acidente, é essencial não mover a vítima e acionar imediatamente o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Com ações de conscientização e medidas preventivas, é possível transformar as férias em um momento de lazer seguro. O Crer reforça que preservar a vida começa com escolhas responsáveis – e que um salto seguro vale muito mais do que um risco irreversível.