A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, nos Estados Unidos, onde fazia um tratamento experimental contra um câncer no intestino. A informação foi confirmada pela família em um comunicado publicado nas redes sociais do pai, Gilberto Gil, que pediu compreensão e respeito ao luto. “Estamos cuidando dos procedimentos para sua repatriação ao Brasil”, informou o texto assinado por Gil e sua esposa, Flora Gil.
Durante o período de tratamento, Preta Gil compartilhou com o público os desafios enfrentados com a doença. Em uma das entrevistas mais marcantes, ela revelou um conselho emocionado do pai, Gilberto Gil. “Se estiver muito difícil pra você e for sua hora, aceite”, disse o cantor. A fala do pai, segundo Preta, a fez refletir sobre sua vontade de viver: “Eu pensei: não quero morrer, não chegou a minha hora”, contou.
A notícia da morte de Preta Gil comoveu o meio artístico. Ivete Sangalo, amiga próxima da cantora, publicou uma foto das duas juntas com uma mensagem de carinho: “Te amo para sempre, minha irmã. Obrigada por tanto amor”. Caetano Veloso também prestou homenagem, dizendo que Preta era “uma força da natureza” e destacou seu papel como mulher, artista e ativista.
Ao longo da carreira, Preta Gil lançou seis álbuns, comandou o popular Bloco da Preta no Carnaval do Rio de Janeiro e foi uma figura ativa na luta contra o racismo, a gordofobia e em defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Também se destacou no mercado publicitário, fundando a agência Mynd, voltada para influenciadores digitais.
Natural do Rio de Janeiro, Preta Gil deixa o filho Francisco e a neta Sol de Maria. Sua trajetória foi marcada por irreverência, coragem e um legado que vai além da música. Como disse Gilberto Gil, “a natureza é sábia: somos parte dela e vamos voltar pra ela. Isso faz parte da vida”.











