A campanha Julho Verde chama atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que o Brasil registre quase 40 mil novos casos da doença em 2025, incluindo cânceres de cavidade oral, tireoide e laringe. O alerta vale especialmente para pessoas acima dos 50 anos, público mais afetado por fatores como tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Segundo o oncologista Rodrigo Fogace, do Einstein Goiânia, o vírus HPV também tem ampliado o número de casos entre adultos jovens. Os sintomas mais comuns incluem rouquidão persistente, dificuldade para engolir e nódulos no pescoço. Quando diagnosticado precocemente, o câncer pode ser tratado com cirurgia. Já em fases avançadas, o tratamento exige radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, com foco no controle da doença e na qualidade de vida do paciente.
A prevenção continua sendo a principal forma de reduzir os casos. Evitar o cigarro — tradicional ou eletrônico —, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar sexo seguro e tomar a vacina contra o HPV são medidas altamente eficazes. Fogace ressalta que mudanças nos hábitos de vida fazem diferença significativa para evitar o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço.
Durante o tratamento, a atuação de uma equipe multidisciplinar é essencial. Fonoaudiólogos ajudam na reabilitação da voz e da deglutição, nutricionistas previnem a desnutrição comum em pacientes com dificuldades alimentares, e psicólogos oferecem suporte emocional. Estimativas indicam que cerca de 25% dos pacientes oncológicos enfrentam depressão ou ansiedade, reforçando a importância do cuidado integral.
O Einstein Goiânia, referência em tratamento oncológico, também atua na conscientização. Com estrutura de ponta, o hospital oferece cirurgia robótica, UTI especializada e um centro de ensino voltado à capacitação de profissionais da saúde. A unidade busca aliar inovação e humanização no atendimento a pacientes com câncer em Goiás.








