O número de queimadas disparou em Goiás no primeiro semestre de 2025, com um crescimento de 48% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registrados 552 focos entre janeiro e maio, impulsionados por mais de 40 dias consecutivos sem chuvas em todo o estado. A estiagem prolongada, somada à ação humana, amplia os riscos de incêndios e coloca a população e a rede elétrica em alerta máximo.
A Equatorial Goiás, responsável pela distribuição de energia no estado, registrou 72 ocorrências relacionadas a queimadas que afetaram diretamente o fornecimento de energia. A concessionária reforça que o segundo semestre é historicamente mais crítico, com 94% das ocorrências anuais concentradas entre julho e outubro. Para reduzir danos, a empresa intensificou o monitoramento em tempo real e investiu em manobras telecomandadas para restabelecer o serviço de forma mais rápida.
Esse sistema permite isolar o trecho afetado e restabelecer a energia em menos de um minuto, enquanto equipes técnicas são enviadas ao local para reparar os danos. A Equatorial orienta que, em caso de incêndio próximo à rede elétrica, a população mantenha distância e acione imediatamente o Corpo de Bombeiros. Contato com cabos danificados pode provocar curtos-circuitos e choques elétricos.
Regiões como o norte e o oeste de Goiás já acumulam mais de 70 dias sem chuvas, com índices de umidade entre 21% e 30%, de acordo com o CIMEHGO. Cidades como Goiânia, Aparecida, Itaberaí, Formosa e Mineiros estão entre as mais vulneráveis. A maioria das queimadas acontece em áreas agropecuárias e apenas uma pequena parte é registrada em áreas legalizadas para este fim.
Para prevenir acidentes e impactos na rede, a Equatorial orienta a não queimar lixo ou vegetação seca, evitar o uso de fogo em terrenos e não descartar bitucas de cigarro em locais de vegetação. O registro de ocorrências pode ser feito pelos canais de atendimento da empresa, disponíveis 24 horas por dia, incluindo WhatsApp, aplicativo, site e call center.








