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Com 1 assinatura faltando para protocolar pedido de impeachment de Moraes, veja como funciona processo

Movimento liderado por parlamentares da oposição tenta abrir pela primeira vez um processo de impeachment contra um ministro do STF; entenda o que a lei prevê


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 07/08/2025 - 15:00

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Caso o pedido seja admitido, será a primeira vez na história que o Senado analisará o impeachment de um ministro do STF. (Foto: reprodução)

O pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está a uma assinatura de ser protocolado no Senado Federal. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (6) pelo líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS). Segundo ele, a 40ª assinatura foi do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). Para o documento ser apresentado oficialmente, são necessárias 41 assinaturas de senadores.

O movimento, capitaneado por Zucco e pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), vem ganhando força entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A principal aposta da oposição é pressionar o STF e conter o avanço das investigações que atingem Bolsonaro, sobretudo no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Caso o pedido contra Moraes seja admitido, será a primeira vez na história que o Senado analisará o impeachment de um ministro do STF.

Como funciona o processo?

De acordo com a Lei nº 1.079, de 1950, o impeachment de ministros do STF pode ser solicitado por qualquer cidadão, desde que a denúncia esteja acompanhada de cinco testemunhas e seja direcionada ao Senado Federal.

Entre os atos que podem caracterizar crime de responsabilidade estão:

  • agir com parcialidade ou quando se é suspeito no processo,

  • modificar votos sem seguir os trâmites legais,

  • exercer atividade político-partidária,

  • negligenciar deveres do cargo,

  • comprometer a honra ou o decoro da função.

O processo é inicialmente analisado pela Mesa Diretora do Senado. Com aval do presidente da Casa, é criada uma comissão especial que elabora um parecer. Se o plenário aprovar esse parecer por maioria simples (41 votos), o ministro é afastado do cargo durante o andamento do processo.

O julgamento final também ocorre no plenário do Senado, onde são necessários 54 votos favoráveis (dois terços) para que o impeachment seja aprovado. Após isso, os senadores definem ainda o tempo de impedimento para o ministro exercer funções públicas.

Apesar das discussões atuais, nenhum ministro do STF jamais foi afastado ou sofreu impeachment no Brasil. O caso de Moraes pode se tornar um marco na relação entre os Poderes Legislativo e Judiciário.

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