Anápolis registrou, em junho de 2025, o seu pior desempenho na geração de empregos formais desde o auge da pandemia de Covid-19. De acordo com os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no dia 4 de agosto, o município teve saldo de apenas 269 novas vagas com carteira assinada, resultado de 5.749 admissões e 5.480 desligamentos.
Esse número representa uma queda de 78,6% em relação a junho de 2024, quando Anápolis havia criado 1.257 empregos. É também inferior ao resultado de 2023 (415 vagas), 2022 (1.045) e 2021 (605). O único desempenho mais fraco foi o de 2020, no início da pandemia, quando a cidade ainda assim fechou o mês com 220 postos criados.
Em relação a maio de 2025, houve recuo discreto, já que naquele mês haviam sido gerados 293 empregos formais. O estoque atual de empregos formais em Anápolis é de 117.272.
Os setores que mais contrataram em junho foram indústria (157 vagas), construção (73) e comércio (69). Já serviços (-22) e agropecuária (-8) fecharam o mês com mais demissões do que contratações. No acumulado de janeiro a junho, a cidade soma 2.649 empregos gerados, uma queda de 57% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram abertas 6.139 vagas.
No contexto estadual, Goiás se manteve em ritmo positivo, com 7.914 novos postos de trabalho no mês de junho e um total de 64.136 no acumulado de 2025, superando os 55.776 empregos gerados ao longo de todo o ano de 2024. O setor de serviços liderou a geração de vagas no estado, seguido por construção, indústria, comércio e agropecuária. Goiânia, com 2.346 novas vagas, foi o destaque entre os municípios.
No panorama nacional, o Brasil criou 1.222.591 empregos formais no primeiro semestre de 2025, com saldo positivo nos cinco principais setores da economia. Somente em junho, foram 166.621 novos postos, elevando o estoque nacional para mais de 48,4 milhões de vínculos empregatícios ativos. Enquanto isso, Anápolis caminha em ritmo mais lento, refletindo um momento de cautela no mercado local.








