A vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos em Goiás foi prorrogada até dezembro deste ano. A medida, adotada pela Secretaria da Saúde (SES) em parceria com o Ministério da Saúde, pretende alcançar adolescentes que perderam a oportunidade de se imunizar na faixa etária inicial. A vacina é gratuita nos postos de saúde e custa, em média, de R$ 500 a R$ 900 na rede privada.
O público-alvo principal da vacinação de rotina continua sendo crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. A proteção contra o HPV é fundamental, já que o vírus é a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo e pode causar verrugas genitais e diversos tipos de câncer, como o de colo do útero, garganta, boca, ânus e pênis.
Dados da Coordenação de Oncologia da SES mostram que, em 2022, Goiás registrou 869 casos e 238 mortes por câncer de colo de útero. Em 2023, os números subiram para 961 casos e 249 mortes. Já em 2024, foram contabilizados 481 casos e 241 óbitos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o HPV é responsável por 99% dos casos da doença.
Para a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, é essencial dialogar com os pais e adolescentes para desmistificar a imunização. “Precisamos acolher os pais em suas dúvidas. Temos que explicar que a vacina não incentiva o início da atividade sexual. Nosso objetivo é justamente proteger crianças e adolescentes antes de iniciarem a atividade sexual”, afirmou.
A ampliação da faixa etária contribui para aumentar a proteção coletiva e individual. Para receber a vacina, basta comparecer a uma unidade de saúde com documento de identidade e caderneta de vacinação. A cobertura vacinal em Goiás ainda está abaixo do ideal: em 2023, foi de 75,29% para mulheres e 55,15% para homens. Em 2024, subiu para 81,25% e 67,71%, respectivamente, mas os dados preliminares de 2025 mostram uma leve queda.








