A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) finalizou o 4º ciclo do Plano Integrado de Vigilância de Doenças de Suínos (Pivds). As ações, realizadas entre fevereiro e junho, incluíram visitas a 346 propriedades rurais em 106 municípios de Goiás. Foram coletadas 1.711 amostras de sangue para exames sorológicos, que não detectaram nenhum caso de Peste Suína Clássica.
O trabalho envolveu inspeções clínicas em granjas tecnificadas e propriedades de subsistência. Nenhum animal apresentou sinais compatíveis com Peste Suína Africana ou Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS). As coletas e análises seguiram protocolos nacionais definidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do Departamento de Saúde Animal.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, o monitoramento é essencial para detectar rapidamente qualquer foco e evitar a disseminação de doenças. A coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Suídea, Aline Barichello, explica que a escolha das propriedades priorizou áreas com maior risco e sistemas de produção menos tecnificados, que exigem atenção redobrada.
A preservação do status livre de Peste Suína Clássica tem reflexo direto nas exportações. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirma que a credibilidade sanitária garante acesso a mercados exigentes e fortalece a economia do setor. Em 2024, Goiás exportou 11.964 toneladas de carne suína in natura. Apenas em maio, foram 1,2 mil toneladas, com receita de US$ 2,8 milhões. Os embarques para países como Singapura, Geórgia, Chile e Gabão registraram crescimento expressivo.
A Agrodefesa reforça que o trabalho de vigilância é permanente e depende da colaboração dos produtores. Qualquer suspeita de doença deve ser comunicada imediatamente às autoridades para ação rápida. A continuidade das inspeções garante que Goiás siga reconhecido internacionalmente como área livre da Peste Suína Clássica.











