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Depois de xingar em áudios, esbravejar em entrevista, Silas Malafaia fica em silêncio na PF; entenda

Pastor, alvo de operação autorizada pelo STF, optou por não responder às perguntas dos investigadores após ter áudios e mensagens revelados em que critica Eduardo Bolsonaro e expõe bastidores da relação com Jair Bolsonaro


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 21/08/2025 - 16:11

Silas malafaia xingamentos
Pastor Silas Malafaia. (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia, conhecido por declarações explosivas em vídeos e entrevistas, mudou de postura diante da Polícia Federal. Convocado a depor nesta quinta-feira (21), ele permaneceu em silêncio, utilizando o direito constitucional de não se manifestar sem acesso ao inquérito. Segundo afirmou O G1, o pastor pretende falar futuramente, mas apenas quando tiver conhecimento integral do processo.

O silêncio contrasta com o tom usado dias antes, quando Malafaia enviou áudios e mensagens duras ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos diálogos, ele classificou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como “babaca inexperiente” e “estúpido de marca maior”, acusando-o de atrapalhar a estratégia política do grupo após a decisão de Donald Trump de taxar produtos brasileiros. O pastor chegou a ameaçar divulgar vídeos para expor o parlamentar.

A operação contra Malafaia, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreu no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com busca pessoal e apreensão de celulares. A investigação apura suposta coação de autoridades e tentativa de obstrução do processo que trata da tentativa de golpe de Estado, na qual Jair Bolsonaro e aliados já são réus.

Mensagens obtidas pela PF apontam Malafaia como orientador e auxiliar de ações de pressão contra autoridades, em parceria com Jair e Eduardo Bolsonaro. Por determinação judicial, o pastor está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados.

A mudança brusca de comportamento — da indignação pública ao silêncio oficial — amplia as especulações sobre o peso das provas já reunidas pelos investigadores e a estratégia de defesa adotada por Malafaia diante de um dos inquéritos mais sensíveis em curso no Supremo.

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