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Conta de energia fica mais cara em setembro; saiba o motivo

Bandeira vermelha patamar 2 mantém acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos, alerta Aneel


Dhayane Marques Por Dhayane Marques em 02/09/2025 - 17:00

Tarifa Social
Conta de energia mais cara mantém acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh em setembro. Foto: Reprodução

As contas de energia elétrica ficam mais caras em setembro, com acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira vermelha patamar 2 devido à baixa quantidade de chuvas, que exige o acionamento de usinas termelétricas, mais caras que as hidrelétricas. O aumento impacta consumidores residenciais, comerciais e industriais em todo o país.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, o uso maior de termelétricas é inevitável e gera custos mais altos, justificando a aplicação da bandeira vermelha patamar 2. Nos meses anteriores, junho e julho tiveram bandeira vermelha, enquanto agosto já registrou patamar 2, confirmando a tendência de aumento nos custos de geração.

Bandeiras tarifárias: entenda os custos extras na conta de energia:

  • 🟩 Verde: condições favoráveis, sem acréscimo;

  • 🟨 Amarela: condições menos favoráveis, R$ 1,88 a cada 100 kWh;

  • 🟥 Vermelha patamar 1: condições desfavoráveis, R$ 4,46 a cada 100 kWh;

  • 🟥 Vermelha patamar 2: condições muito desfavoráveis, R$ 7,87 a cada 100 kWh.

O sistema de bandeiras tarifárias da Aneel sinaliza ao consumidor os custos reais da energia elétrica no país. Quando a geração é mais cara, como no caso do acionamento de termelétricas, a cobrança adicional é aplicada automaticamente nas contas, tornando a conta de energia mais cara.

A manutenção da bandeira vermelha patamar 2 impacta diretamente residências, comércios e indústrias, exigindo atenção dos consumidores ao consumo de energia elétrica. Além disso, a Aneel reforça que o sistema de cores das bandeiras indica condições de geração: verde sem custo extra, amarela leve acréscimo, vermelha 1 e vermelha 2 com valores crescentes por 100 kWh consumidos.

Para reduzir o impacto, consumidores podem adotar medidas simples de economia. Ajustar o ar-condicionado, usar ventiladores, reduzir o tempo de banho quente, conferir a vedação de geladeiras e substituir lâmpadas por LED são ações práticas. Essas medidas ajudam a minimizar o efeito da conta de energia mais cara sem comprometer o conforto.

Dicas para economizar energia e reduzir a conta:

  • Ar-condicionado: manter entre 23ºC e 25ºC, usar tecnologia Inverter e ventiladores de teto;

  • Chuveiro elétrico: optar por verão, banhos rápidos e desligar ao ensaboar;

  • Geladeira: não colocar alimentos quentes, manter distância da parede e vedação correta;

  • Iluminação: usar LED, aproveitar luz natural e apagar lâmpadas de cômodos desocupados.

Dhayane Marques

Dhayane Marques é jornalista formada pela PUC-GO. Atualmente é Diretora de Programas da TV Pai Eterno e colaboradora no jornal Tribuna do Planalto, nas editorias de cidades, educação, economia e diversão e arte.