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Acusado de matar empresária em Anápolis vai a júri popular

Edney Pereira dos Santos é acusado de matar a empresária Regiane Pires da Silva em março de 2024


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/09/2025 - 09:03

Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-esposa, a empresária Regiane Pires da Silva
A motivação do feminicídio, considerada fútil, estaria ligada ao pedido de divórcio e à disputa pela divisão de bens do casal

Na próxima quarta-feira, 10 de setembro, será realizado em Anápolis o júri popular de Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-esposa, a empresária Regiane Pires da Silva, em um crime que chocou a cidade no dia 28 de março de 2024. A sessão está marcada para as 8h30, no Fórum da Comarca de Anápolis, localizado na Avenida Senador José Lourenço Dias, no Setor Central, e deve se estender até o final da tarde.

O caso ganhou repercussão pelo histórico de violência que antecedeu o crime. Em outubro de 2023, Regiane havia solicitado medida protetiva de urgência após relatar sucessivos episódios de agressões físicas e verbais praticados pelo então marido. Mesmo com a medida, a violência continuou. No início de 2024, ela ingressou com pedido de divórcio, decisão que não teria sido aceita por Edney.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia do crime o acusado entrou na loja SS Stilo Peças, de propriedade da vítima e localizada na Avenida São Francisco, por volta das 13h. Ele chegou a cumprimentar funcionários antes de se dirigir ao escritório de Regiane, onde iniciou uma discussão. Em meio ao conflito, teria dado um tapa no rosto da empresária e, logo em seguida, sacado uma arma de fogo, efetuando disparos que causaram sua morte.

Ainda segundo a acusação, Edney retornou ao local instantes depois para se certificar de que havia matado a ex-esposa. A motivação do feminicídio, considerada fútil, estaria ligada ao pedido de divórcio e à disputa pela divisão de bens do casal, entre eles duas lojas de peças automotivas — a SO SS Picup e a própria SS Stilo Peças.

Agora, mais de um ano após o crime, o julgamento promete mobilizar a comunidade local, familiares e amigos da vítima, que aguardam justiça.