A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis, realiza nesta terça-feira (09) uma operação na cidade contra fraude eletrônica. Segundo as investigações, a vítima é uma empresa de engenharia de Goianápolis que teve prejuízo de R$ 900 mil.
Na operação, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, um de prisão temporária e squestro judicial de imóvel, entre outras medidas.
*Essa notícia ainda está em atualização.
Fraudes eletrônicas no Brasil
-
Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros via PIX e boletos falsos, com prejuízo estimado em R$ 29 bilhões.
-
Num período anterior, entre julho de 2023 e julho de 2024, mais de 80 milhões de pessoas sofreram golpes virtuais, totalizando quase R$ 40 bilhões em perdas.
-
Uma pesquisa também revelou que 24% da população brasileira com mais de 16 anos foi vítima de crime cibernético nos últimos 12 meses — mais de 40 milhões de pessoas afetadas.
-
Ainda segundo outro levantamento, a cada hora, cerca de 4,6 mil brasileiros são alvo de golpes por aplicativos de mensagem ou ligações, e 2,5 mil fazem compras online e não recebem os produtos, enquanto 1,6 mil têm o celular furtado ou roubado.
Tipos mais comuns de fraudes eletrônicas
-
Phishing: envio de mensagens ou e-mails falsos, que simulam instituições como bancos, redes sociais, etc., para capturar dados como senhas e dados bancários. Também existem variações sofisticadas como spear phishing (focado em um alvo específico), clone phishing, whaling, vishing (via chamadas ou voz sobre IP), e mensagens por WhatsApp ou SMS que exploram confiança e familiaridade.
-
Carding: prática de capturar ou utilizar dados roubados de cartões de crédito para compras ilícitas. Ocorre por meio de SPAM, backdoors, páginas falsas e redes sociais como Telegram ou Discord.
-
Estelionato digital: uso de links, e-mails ou site falsos para enganar vítimas com promessas falsas, induzindo-as ao erro e obtendo ganhos financeiros indevidos.
-
Clonagem de WhatsApp: o criminoso finge ser um atendente ou funcionário de empresa e engana a vítima para compartilhar seu código de verificação, o qual usa para espelhar a conta.








