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Julgamento de acusado de matar empresária é adiado pela 2ª vez

Defesa pediu desaforamento do júri, alegando falta de imparcialidade; familiares organizam carreata em protesto contra nova suspensão


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/09/2025 - 09:17

Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-esposa, a empresária Regiane Pires da Silva
Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a ex-esposa, a empresária Regiane Pires da Silva. (Imagem: Redes sociais)

O julgamento de Edney Pereira dos Santos, acusado de matar a tiros a ex-esposa, a empresária Regiane Pires da Silva, voltou a ser adiado. Previsto para a próxima segunda-feira (15), o júri popular foi retirado de pauta após decisão da juíza Nathália Bueno Arantes da Costa, da 4ª Vara Criminal da comarca de Anápolis, expedida nesta sexta-feira (12).

A suspensão atende a um pedido da defesa, que solicitou o desaforamento do processo — transferência do julgamento para outra comarca. O argumento apresentado é de que a forte comoção social e a ampla cobertura midiática poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) não definiu nova data para a realização do júri.

Esta é a segunda vez em menos de uma semana que a sessão é suspensa. O julgamento estava inicialmente marcado para quarta-feira (10), mas foi adiado após a defesa apresentar um mandado de segurança acompanhado de um atestado médico, sem especificar a quem se referia.

A sucessão de adiamentos tem revoltado os familiares da vítima. A irmã de Regiane, Meiriele da Silva, classificou a situação como injusta:
“Sentimento de muita indignação, muita injustiça. Nossos familiares e amigos vieram de outra cidade, inclusive de outros estados. Todo um transtorno, mas não vamos desistir”, desabafou.

Em protesto, parentes e amigos da empresária anunciaram uma carreata para este sábado (13), com saída do local onde o crime ocorreu.

O crime

O assassinato aconteceu em 28 de março de 2024. Segundo a denúncia, Edney descumpriu medidas protetivas, invadiu o escritório da loja de autopeças onde Regiane trabalhava e efetuou diversos disparos contra a vítima, fugindo em seguida.

Ele foi preso ainda no mesmo dia, em Araguaína, no Tocantins, quando tentava escapar. Desde então, permanece detido à disposição da Justiça.

O caso, que mobilizou a sociedade anapolina, tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica e segue gerando forte repercussão na cidade.