A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em julho de 2025 caiu para 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE. Com isso, Brasil bate recorde de empregos, alcançando 102,4 milhões de pessoas ocupadas e mantendo o nível de ocupação em 58,8%.
No mercado formal, o número de trabalhadores com carteira assinada também foi recorde: 39,1 milhões de empregados. O analista do IBGE, William Kratochwill, explica que “esses números sustentam o bom momento do mercado de trabalho, com crescimento da ocupação e redução da subutilização da mão de obra, ou seja, um mercado de trabalho mais ativo”.
A pesquisa mostra ainda que o contingente de desalentados caiu para 2,7 milhões, o menor nível em anos. “Esses indicadores demonstram que as pessoas que deixaram a população desocupada não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento. Elas estão realmente ingressando no mercado de trabalho, o que é corroborado pelo recorde na ocupação”, destacou o analista.
O aumento da ocupação foi puxado por setores como agropecuária, informação, administração pública, saúde e educação, que juntos empregaram quase 1 milhão de pessoas a mais em relação ao trimestre anterior. Já o rendimento médio dos trabalhadores chegou a R$ 3.484, alta de 3,8% no ano, impulsionado principalmente por serviços públicos e comunicação.
Apesar do avanço do emprego formal, a taxa de informalidade ainda é alta, atingindo 37,8% da força de trabalho. Mesmo assim, o Brasil bate recorde de empregos com carteira assinada e também de trabalhadores por conta própria, que somam 25,9 milhões de pessoas. Para Kratochwill, os dados revelam que o país vive um momento de consolidação, com mais pessoas ingressando no mercado e aumento da massa salarial, que chegou a R$ 352,3 bilhões.











