Uma instalação elétrica irregular foi a causa da morte de João Victor Gontijo Oliveira, de 10 anos, na tarde do dia 19 de setembro, em Anápolis. O menino sofreu uma descarga elétrica ao encostar em um fio de telefonia que, de acordo com a Polícia Civil, estava energizado devido a uma instalação em área proibida. O acidente aconteceu na Rua Noêmia, no Setor Vila Jussara, quando a criança se deslocava com um amigo em direção a uma praça.
Segundo a delegada Aline Lopes, responsável pelo caso na Delegacia de Homicídios de Anápolis (GIH), as investigações apontam que um curto-circuito ocorreu na luminária do poste de iluminação pública. Esse defeito energizou o cabo de telefonia, que foi instalado incorretamente na mesma área da luminária – uma prática expressamente proibida pelas normas de segurança. O cabo partiu-se, e a parte metálica, energizada, ficou em contato com o solo, criando a condição para o choque elétrico fatal. O laudo pericial confirmou a causa da morte, mas ainda não identificou a qual empresa pertence o fio.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e prestaram os primeiros socorros, contando inclusive com a ajuda de um bombeiro que estava de folga e participou do resgate inicial. Apesas dos esforços, João Victor não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
A tragédia comoveu a comunidade local, gerando um apelo por maior rigor na fiscalização de instalações de cabos em vias públicas. Em resposta, a prefeitura de Anápolis aprovou em regime de urgência, na quinta-feira (25), um projeto de lei que estabelece regras mais severas para o cabeamento em postes urbanos. A nova legislação foi batizada de Lei João Victor em homenagem ao menino. A Escola Municipal Rosevir Ribeiro de Paiva, onde João Victor estudava, também realizou uma cerimônia para homenagear sua memória, reunindo familiares, amigos e educadores.
A Equatorial Goiás, empresa responsável pela distribuição de energia, emitiu uma nota na qual lamentou o ocorrido e informou que, após ser acionada, constatou que o fio envolvido era de telefonia e havia sido energizado pelo contato com a luminária. A empresa removeu o cabo de forma preventiva e afirmou que colabora integralmente com as investigações. As autoridades policiais continuam os trabalhos para apurar todas as circunstâncias e identificar os responsáveis pela instalação irregular que culminou na fatalidade.











