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Mensalidade escolar deve subir quase 10% em 2026, mostra pesquisa

Escolas dizem que proibição de celulares em sala de aula também impactou nos gastos, já que precisaram adquirir câmeras, armários e cofres


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 30/09/2025 - 06:56

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O estudo mostra que 40% das escolas planejam aplicar reajuste de 10%, índice bem acima da inflação estimada de 4,8%. (Imagem: Reprodução)

A mensalidade escolar ter um aumento expressivo no próximo ano. De acordo com pesquisa realizada pelo grupo Rabbit, consultoria especializada em gestão educacional, o reajuste médio previsto é de 9,8% em 2026. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo UOL, ouviu 308 instituições privadas em todo o Brasil.

O estudo mostra que 40% das escolas planejam aplicar reajuste de 10% na mensalidade escolar, índice bem acima da inflação estimada de 4,8% para 2025, segundo o Boletim Focus. Entre os fatores que justificam a alta, estão o aumento dos custos com pessoal, a necessidade de novos investimentos e a recomposição financeira após a pandemia.

O CEO do grupo Rabbit, Christian Coelho, explica que a correção salarial dos professores é um dos maiores impactos, já que representa de 45% a 55% do orçamento escolar e costuma ser superior à inflação. “As escolas vão querer investir em diferenciais, como programas bilíngues e aulas de maker, além de melhorias estruturais. Tudo isso eleva os gastos e dificulta o fechamento das contas”, afirmou.

A pesquisa aponta ainda que colégios menores, com até 80 alunos, devem aplicar reajustes médios de 8,4%, enquanto escolas maiores, com mais de 850 estudantes, devem elevar os valores em torno de 9,2%. Além disso, 70% das instituições disseram que pretendem destinar parte do aumento a atividades complementares, e 52% a melhorias na infraestrutura.

Proibição de celulares

Outro ponto que pesou no orçamento foi a lei que proibiu celulares em sala de aula. De acordo com um estudo da empresa de gestão Meira Fernandes, 30% das escolas precisaram investir em câmeras, armários e cofres para cumprir a norma. A maioria, porém, gastou menos de 5% do orçamento com a adequação.

O sócio-diretor da Meira Fernandes, Husseine Fernandes, avalia que o cenário é de “recomposição e equilíbrio de contas, e não de ganho extra”. Ele cita como fatores de pressão o aumento salarial dos docentes, a nova lei, atrasos de pagamentos e a inadimplência. Segundo a consultoria, 85,2% dos colégios projetam taxa de inadimplência acima de 1%.

A legislação permite que as escolas particulares façam apenas um reajuste por ano, mas exige que as instituições apresentem planilhas de custos e justifiquem os aumentos às famílias. Com a previsão de alta próxima a dois dígitos, a tendência é de que pais e responsáveis questionem mais os novos valores durante o período de rematrícula.

*Com informações do UOL