O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre a intoxicação por metanol após casos graves em São Paulo, que resultaram em mortes e hospitalizações. O ministro Alexandre Padilha classificou a situação como anormal devido ao número elevado de ocorrências e reforçou que os brasileiros devem ter cautela ao consumir bebidas alcoólicas até a conclusão das investigações.
Segundo Padilha, todas as hipóteses sobre a origem do crime devem ser consideradas, inclusive a possibilidade de metanol ter sido usado na lavagem de garrafas ou embalagens por falsificadores. O ministro ainda destacou que a Polícia Federal está investigando todas as possibilidades, inclusive envolvimento de organizações criminosas, dada a toxicidade e o potencial letal do metanol.
A intoxicação por metanol ocorre quando a substância é ingerida, inalada ou entra em contato com o corpo. Apesar de semelhante ao etanol, encontrado em bebidas alcoólicas, o metanol é altamente tóxico e metabolizado em compostos que causam danos aos nervos e órgãos. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com embriaguez, mas complicações graves incluem problemas visuais, sintomas gastrointestinais e neurológicos, chegando a coma e morte.
O Ministério da Saúde orienta que casos suspeitos de intoxicação por metanol sejam notificados imediatamente pelos estados e municípios. O atendimento médico rápido é fundamental, com administração de antídotos e procedimentos para remover a substância do organismo, reduzindo o risco de sequelas graves ou morte.
Padilha reforçou que a ingestão de bebidas alcoólicas, especialmente destilados como vodca e gim, deve ser feita com extrema cautela até que as investigações sejam concluídas. A população deve estar atenta aos sinais de intoxicação e buscar atendimento imediato, protegendo a saúde e evitando novos casos. Confira a nota técnica.
*Com informações do Ministério da Saúde.











