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Vítima de incêndio em food truck em Anápolis morre após quase um mês internado

Bruno Alves Oliveira Neto, de 24 anos, morreu após quase um mês de internação no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol)


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 02/10/2025 - 06:56

Bruno Alves Oliveira Neto
Bruno sofreu queimaduras em aproximadamente 36% do corpo. (Imagem: Redes Sociais)

O jovem Bruno Alves Oliveira Neto, de 24 anos, morreu nesta quarta-feira (1º), em Goiânia, após quase um mês de internação no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol). Ele foi uma das vítimas do incêndio que atingiu um food truck na Avenida Universitária, em Anápolis, no dia 5 de setembro.

Na ocasião, o veículo estava estacionado em frente à UniEvangélica e funcionava normalmente quando as chamas se espalharam rapidamente. Outras duas pessoas também ficaram feridas. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter o fogo e realizar o socorro das vítimas, que foram encaminhadas a unidades de saúde da região.

Bruno sofreu queimaduras em aproximadamente 36% do corpo, especialmente em áreas sensíveis como rosto, braços e tronco. Segundo especialistas, casos desse tipo exigem internação prolongada em centros especializados, com alto risco de complicações. Durante o período em que esteve no Hugol, o jovem enfrentou, segundo a família, episódios de pneumonia e infecção bacteriana, que agravaram ainda mais seu estado clínico.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio. As primeiras informações apontam que o fogo teria começado em razão do uso de álcool no preparo dos alimentos dentro do food truck, prática considerada insegura por órgãos de prevenção de acidentes. A perícia ainda deve apresentar um laudo conclusivo sobre a causa das chamas.

O acidente gerou grande repercussão em Anápolis. Logo após a internação, familiares e amigos de Bruno organizaram campanhas de doação de sangue, o que mobilizou centenas de pessoas na cidade. Esse movimento chegou a ser divulgado em redes sociais e contou com apoio de instituições de saúde e de coletivos locais.

Até o momento, Bruno é a única vítima fatal confirmada. As investigações devem seguir para apurar eventuais responsabilidades pelo ocorrido e apontar medidas de segurança a serem reforçadas em situações semelhantes.