O policial militar Jeferson Luiz Sagaz e sua companheira, Ana Carolina, morreram vítimas de intoxicação exógena, conforme laudo divulgado pela Polícia Científica de Santa Catarina (PCI) nesta quarta-feira (1º). O casal foi encontrado sem vida na banheira de um motel em São José, na Grande Florianópolis, na madrugada de 11 de agosto.
Segundo os peritos, a intoxicação exógena ocorre quando o organismo é exposto a substâncias químicas em níveis tóxicos, comprometendo o funcionamento dos órgãos. Nesse caso, foram detectadas altas concentrações de cocaína e etanol. A combinação dessas drogas com a imersão em água aquecida resultou em desidratação intensa, colapso térmico e falência de órgãos, quadro que pode ser fatal.
A perita-geral Andressa Boer Fronza explicou que a soma de fatores aumentou o risco de óbito: “O uso simultâneo de cocaína e álcool já seria suficiente para provocar toxicidade significativa. Com a imersão em água quente, o corpo entrou em um processo de internação, ou seja, um calor interno excessivo, levando ao colapso.”
O diretor de Medicina Legal da PCI, Fernando Oliva da Fonseca, detalhou que esse tipo de situação é comparável a permanecer em um ambiente fechado e superaquecido, sem possibilidade de resfriamento. O organismo, incapaz de regular a temperatura, pode entrar rapidamente em colapso.
As investigações descartaram hipóteses de choque elétrico, afogamento ou violência externa. O inquérito policial apontou que o casal havia passado o Dia dos Pais em comemorações, consumindo bebidas alcoólicas ao longo do dia, antes de se dirigir ao motel.
O caso chamou atenção por expor os riscos da intoxicação exógena, condição que, segundo especialistas, pode ser causada por drogas ilícitas, álcool, medicamentos ou produtos químicos, e que requer atenção imediata para evitar consequências graves ou fatais.
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