A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu o reajuste anual das tarifas no Sistema Anápolis-Aliança do Tocantins (BRs-153, 414 e 080). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de setembro e passa a valer a partir de 0h do dia 3 de outubro. O cálculo considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como prevê o contrato de concessão.
Na prática, cada praça terá valores diferentes de acordo com sua área de abrangência. A cobrança segue critérios definidos em contrato com a concessionária Ecovias Araguaia, responsável pela administração e pelas obras de ampliação nas rodovias. Desde o início da concessão, a empresa investe em duplicações e melhorias que incluem viadutos, retornos, passarelas e vias marginais.
As obras mais recentes começaram em julho de 2025, com a duplicação de trechos da BR-153 em Goiás. O cronograma atual prevê 53,44 km de novas duplicações em Uruaçu, Campinorte, Rialma e Rianápolis. No Tocantins, a previsão é de mais 7 km em Talismã, Alvorada e Figueirópolis. Parte dos trabalhos já foi concluída em Gurupi e Aliança, onde foram entregues marginais, viadutos e passarelas.
O pacote em andamento contempla cerca de 60,48 km de duplicações, além de quase 30 km de marginais e outras estruturas. O investimento estimado é superior a R$ 500 milhões. Até o fim do contrato, a expectativa é de 622 km de rodovias duplicadas, sendo 448,54 km em Goiás e 173 km no Tocantins.
Com o anúncio que reajusta tarifas de pedágio, a ANTT reforça que a atualização é necessária para equilibrar custos e assegurar a continuidade dos investimentos. O contrato prevê R$ 7,8 bilhões em obras e outros R$ 6,2 bilhões em custos operacionais, valores que sustentam a modernização da malha viária e a segurança dos usuários nas três rodovias federais.








