Um novo golpe vem assustando usuários do WhatsApp em todo o Brasil. Trata-se do Sorvepotel, um malware — software malicioso — que tem se espalhado rapidamente pelo aplicativo de mensagens, transformando celulares comuns em verdadeiras ferramentas de ataque digital.
O vírus chega por meio de mensagens aparentemente inofensivas, enviadas por contatos ou grupos, acompanhadas de links ou arquivos ZIP com nomes como “recibo”, “orçamento” ou “comprovante”. Ao clicar no conteúdo, o usuário sem saber instala o malware, que passa a se propagar automaticamente, enviando novas mensagens para todos os contatos da vítima.
De acordo com a especialista em cibersegurança Mirella Kurata, CEO da empresa DMK3, o Sorvepotel representa um risco não apenas individual, mas também corporativo. “Quando o ataque alcança empresas com redes interconectadas, o impacto pode ser devastador — desde a paralisação de sistemas até o vazamento de dados sigilosos”, alerta.
O golpe combina técnicas de engenharia social e phishing, explorando a confiança e a distração das pessoas. As mensagens falsas imitam comunicações legítimas e induzem o usuário ao clique.
O WhatsApp informou, em nota, que trabalha constantemente para melhorar suas camadas de segurança e proteger conversas com criptografia de ponta a ponta, mas reforça que a proteção individual é essencial.
Entre as principais recomendações estão não abrir links ou anexos suspeitos, mesmo de contatos conhecidos; manter antivírus e aplicativos atualizados; e desconectar o WhatsApp Web quando não estiver em uso.
Em caso de contaminação, a orientação é desconectar o aparelho da internet, fazer uma varredura completa com antivírus, alterar senhas, avisar seus contatos e registrar um boletim de ocorrência digital.
Especialistas alertam que o golpe do Sorvepotel é apenas mais um exemplo de como os criminosos digitais têm se sofisticado. Em tempos de hiperconectividade, a atenção e a desconfiança continuam sendo as melhores defesas.











