O destino do Centro de Convenções de Anápolis virou um debate acalorado. Enquanto o Estado gasta R$ 1,2 milhão mensais para mantê-lo, duas propostas principais disputam o espaço: transformá-lo em um rodoshopping ou na nova sede da prefeitura. O ex-governador Marconi Perillo entrou publicamente na discussão para criticar ambas as ideias.
Marconi Perillo, responsável pela construção do equipamento, considerou um “absurdo” desviar a finalidade original do centro. Ele atribuiu o baixo uso do espaço a disputas políticas e lembrou que a obra atendeu a uma demanda histórica do setor produtivo de Anápolis. Além disso, defendeu que o local foi concebido para eventos de padrão internacional, integrado ao Daia e à infraestrutura logística da região.
Por outro lado, as propostas em análise ganham força pelo alto custo de manutenção. A empresa Maia & Borba, que já gere a rodoviária do Araguaia Shopping em Goiânia, manifestou interesse em criar um rodoshopping no local. Paralelamente, a prefeitura estuda transferir sua sede administrativa para o prédio, liberando o centro da cidade para a Câmara Municipal.
O valor do imóvel amplia a dimensão da polêmica. Conforme dados do TCE-GO, o Centro de Convenções de Anápolis consumiu aproximadamente R$ 133,3 milhões em investimentos. Portanto, a definição sobre seu uso futuro envolve não apenas uma conta mensal, mas também o retorno de um vultoso recurso público.
Diante dos argumentos, o governo estadual mantém o diálogo com todos os interessados. O vice-governador Daniel Vilela ouviu as propostas sem descartar nenhuma. Enquanto isso, a população aguarda uma solução que realmente aproveite o potencial deste equipamento monumental para o desenvolvimento da cidade.











