A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Mercatus Voti, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de cometer crimes eleitorais no município de Lagoa Santa, na região Norte de Goiás.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens foram expedidas pela Justiça Eleitoral de Goiás, e a operação contou com apoio da equipe da Delegacia da PF em Anápolis, responsável por parte do suporte logístico e técnico da investigação.
Segundo a Polícia Federal, o inquérito apura um esquema de aliciamento ilícito de eleitores e transferência irregular de domicílios eleitorais, com o objetivo de favorecer candidaturas específicas nas últimas eleições municipais.
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado documentos inconsistentes e informações falsas para realizar o cadastro de novos eleitores na cidade de Lagoa Santa.
O objetivo seria inflar o eleitorado local e, assim, alterar artificialmente o resultado das urnas, o que caracteriza violação direta à legislação eleitoral.
Os investigadores acreditam que moradores de outros municípios foram aliciados para realizar a transferência irregular de domicílio eleitoral, recebendo benefícios ou promessas em troca. O nome da operação, Mercatus Voti (que significa “mercado do voto”, em latim), faz referência à suposta compra e manipulação de registros eleitorais.
Os alvos da operação poderão responder por corrupção eleitoral (prevista no artigo 299 do Código Eleitoral) e por falsidade ideológica eleitoral, infrações que podem resultar em penas de até cinco anos de prisão, além de multa.
A PF informou que o material apreendido durante as buscas — como celulares, computadores e documentos — será encaminhado para análise pericial, a fim de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A Operação Mercatus Voti faz parte de um esforço nacional da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral para garantir a lisura das eleições de 2024, especialmente em pequenos municípios do interior, onde há maior vulnerabilidade para fraudes em transferências de títulos e cadastros de eleitores.








