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Agrodefesa emite alerta sobre brucelose em laticínios goianos

Doença transmitida pelo consumo de leite cru e queijos sem inspeção já registrou 24 casos em humanos no estado em 2025


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 27/10/2025 - 17:34

Foto: Agrodefesa

A brucelose já registrou 24 casos em humanos em Goiás entre janeiro e setembro de 2025. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a doença mantém transmissão ativa no estado, que contabilizou 34 infecções no ano anterior. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária e a SES-GO emitiram alerta sobre os riscos do consumo de produtos de origem animal sem inspeção.

A transmissão da brucelose ocorre pelo contato com animais infectados ou ingestão de leite cru e seus derivados. A bactéria Brucella abortus permanece ativa em queijos fabricados com leite não pasteurizado. A doença atinge bovinos e bubalinos, com propagação para humanos através do manejo direto de animais doentes ou do consumo de laticínios contaminados.

O controle sanitário exige vacinação obrigatória de fêmeas entre três e oito meses de idade. A Agrodefesa monitora rebanhos em 246 municípios e inspeciona 1.854 estabelecimentos que comercializam produtos de origem animal. Propriedades com animais reagentes realizam testes complementares e abate sanitário dos infectados. O estado possui 200 servidores dedicados ao programa de controle da brucelose.

Em humanos, a infecção causa febre intermitente, sudorese noturna, artralgia e perda de peso. O diagnóstico requer exames laboratoriais específicos, com notificação compulsória no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O tratamento utiliza esquema antibiótico dual por seis semanas, com acompanhamento médico para evitar recidivas, que ocorrem em 10% dos casos.

A prevenção da brucelose baseia-se no consumo exclusivo de leite pasteurizado e derivados com selo de inspeção federal, estadual ou municipal. Profissionais que atuam em pecuária utilizam equipamentos de proteção individual. Goiás produz 3,8 bilhões de litros de leite anualmente, com 72% da produção destinada à indústria e 28% ao consumo informal, conforme dados do Instituto Mauro Borges.