Skip to content

Mais de 30 pessoas são presas após foguetório em “homenagem” a membros do Comando Vermelho

Secretário de Segurança Pública disse que a maioria dos detidos é "simpatizante" da facção criminsa


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 06/11/2025 - 07:54

Foguetório
Os foguetes foram acionados por volta das 22 horas na noite de terça-feira e duraram mais de 15 minutos

Uma operação integrada das forças de segurança de Goiás resultou na prisão de 32 pessoas após um grande foguetório simultâneo que aconteceu na noite de terça-feira (04) em Goiânia, região metropolitana e várias outras cidades do Estado. O ato foi, segundo as autoridades, uma “homenagem” a integrantes do Comando Vermelho mortos durate a megaoperação no Rio de Janeiro.

O foguetório aconteceu por volta das 22 horas na noite de terça-feira e duraram mais de 15 minutos. Moradores da Grande Goiânia relataram barulho intenso e a iluminação repentina do céu, sobretudo em bairros como Setor dos Funcionários, onde jovens foram vistos pulando o muro de um cemitério para acionar os artefatos.

Foguetório
Mensagens em grupos de WhatsApp teriam convocado o ato. (Imagem: Redes Sociais)


Mensagens em grupos de WhatsApp teriam convocado o ato, com referência explícita a mortos na operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, incluindo nove goianos entre os alvos da ação. Os identificados apresentavam vasta ficha criminal, com antecedentes pelos crimes de homicídio, tráfico e associação para o tráfico de drogas, roubo, receptação, porte e posse ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, falsificação de documentos e tortura, entre outros delitos graves.

São eles:

* Fernando Henrique dos Santos (vulgo “Fernandinho” ou “Periquito”) – antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

* Marcos Vinícius da Silva Lima (vulgo “Brancão” ou “Rodinha”) – antecedentes por roubo qualificado, tráfico de drogas, receptação, associação criminosa e tentativa de homicídio.

* Adan Pablo Alves de Oliveira (vulgo “Madruga”) – antecedentes por tráfico e associação para o tráfico, homicídio, ameaça, desacato e corrupção de menores.

* Cleiton César Dias Mello (vulgo “Cleitinho”) – antecedentes por homicídio qualificado, tráfico de drogas, receptação e posse irregular de arma de fogo.

* Éder Alves de Sousa (vulgo “Disquete”) – antecedentes por homicídio, roubo, tráfico de drogas, corrupção de menores, falsificação e corrupção ativa.

* Vanderley Silva Borges (vulgo “Derley” ou “Cabeção”) – antecedentes por homicídio, roubo, tráfico de drogas, tortura e associação para o tráfico.

* Rafael Resende Ferreira (vulgo “Panela”) – antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, furto e posse ilegal de arma de fogo.

* Keven Vinícius Sousa Ramos (vulgo “Gordim” ou “Kevin”) – antecedentes por tráfico e associação para o tráfico, roubo, furto, receptação e porte ilegal de arma de fogo.

* Lucas Alves Araújo (vulgo “Luquinha” ou “VM”) – antecedentes por roubo qualificado, tráfico de drogas, porte e disparo de arma de fogo, além de ameaça.

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) informou que a resposta foi imediata: equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e órgãos de inteligência atuaram desde a madrugada. O titular da pasta, Renato Brum, afirmou que a  maioria dos presos não faz parte de facções criminosas, mas, sim, são simpatizantes. Ele comentou ainda que “o ato de soltar fogos não é crime — o crime é o enaltecimento de facção”.

Do total de 32 detidos, a maioria foi localizada em Goiânia (14 pessoas). As demais prisões ocorreram em Aparecida de Goiânia (9), Abadia de Goiás (6) e Rio Verde (3). Alguns dos presos usavam tornozeleira eletrônica e estavam ligados a torcidas organizadas — ainda de acordo com as investigações iniciais.

Confira um registro do foguetório: