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10% dos goianos admitem dirigir após ingerir bebida alcoólica

Pesquisa mostra que o consumo abusivo de álcool continua alto em Goiás, mas a fiscalização tem ajudado a conter quem mistura bebida e volante


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 12/11/2025 - 08:11

Apesar da estabilidade, o Detran-GO avalia que houve um leve avanço. Isso porque, segundo o órgão, a fiscalização ficou mais rigorosa. (Imagem: CGN089/Shutterstock)

Em Goiás, o álcool segue sendo um problema de saúde e de trânsito. Uma pesquisa da Vigitel Goiás 2025, divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), revelou que 23,7% dos adultos goianos admite fazer uso abusivo de bebidas alcoólicas. Além disso, 10,4% admitiram dirigir após ingerir bebida alcoólica.

O levantamento, feito entre janeiro e maio deste ano com mais de 18 mil pessoas, mostra que os números praticamente não mudaram desde 2022 (quando eram 24,1% e 10,8%, respectivamente). Ou seja: a relação perigosa entre álcool, direção e saúde continua firme.

Menos gente bebendo e dirigindo — mas ainda é muito

Apesar da estabilidade, o Detran-GO avalia que houve um leve avanço. Isso porque, segundo o órgão, a fiscalização ficou mais rigorosa, o que tem desestimulado parte dos motoristas a se arriscar.

De janeiro a outubro deste ano, 14.564 pessoas foram autuadas por alcoolemia em Goiás — um número 40% maior que o registrado no mesmo período de 2022 (10.398). A explicação? Mais blitzes da “Balada Responsável”, mais agentes nas ruas e mais integração entre Detran, Polícia Militar e PRF.

Segundo o presidente do Detran-GO, Waldir Soares, o órgão tem ampliado as operações da Balada Responsável e fortalecido parcerias com as forças de segurança. “Sob nossa gestão, aumentamos a fiscalização, promovendo mais operações em parceria com a Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e agentes de trânsito. Esse trabalho integrado tem inibido cada vez mais o motorista que insiste em beber e dirigir. Também o grande número de CNHs suspensas é um fator inibidor importante”, destacou.

Mesmo assim, o Detran alerta que o índice de 10,4% de pessoas que admitem dirigir alcoolizadas ainda é “muito alto”. O presidente do órgão, delegado Waldir Soares, chegou a defender um reajuste na multa, que hoje é de cerca de R$ 3 mil, para algo entre R$ 10 mil e R$ 15 mil — justamente para aumentar o impacto da punição.