Skip to content

Presidente do sindicato rural de Rio Verde é preso suspeito de assédio sexual

Funcionárias afirmam ter sido vítimas de assédio sexual dentro do ambiente de trabalho


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/11/2025 - 08:00

assédio sexual
A audiência de custódia está marcada para a manhã desta quinta-feira (13).

O presidente do Sindicato Rural de Rio Verde, Olávio Teles Fonseca, conhecido como Olavinho, foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (12) suspeito de assédio sexual. Ele foi levado inicialmente para a delegacia do município. Depois dos procedimentos formais, ele foi transferido para a Casa de Prisão Provisória (CPP). A detenção aconteceu em cumprimento a um mandado judicial expedido após apurações conduzidas pela autoridade policial.

As investigações começaram há cerca de quatro meses, após denúncias apresentadas por três funcionárias do Sindicato Rural. Elas afirmam ter sido vítimas de assédio sexual dentro do ambiente de trabalho. A partir desses relatos, a polícia instaurou procedimentos formais, ouviu testemunhas, reuniu documentos e outros elementos e, com base no conjunto das evidências, solicitou à Justiça a prisão preventiva do dirigente.

A audiência de custódia está marcada para a manhã desta quinta-feira (13), quando o Poder Judiciário deverá analisar a manutenção da prisão preventiva e demais condições do processo. Até o momento, não há informações sobre pedidos da defesa por revogação da medida ou adoção de alternativas legais, bem como uma manifestação do Sindicato quanto às denúncias de assédio sexual.

O Sindicato Rural de Rio Verde é uma das instituições mais tradicionais do setor agropecuário goiano. Representa produtores rurais, organiza eventos importantes — incluindo a exposição agropecuária da cidade e o rodeio em touros considerado um dos maiores do país — e articula projetos voltados ao desenvolvimento do campo e à defesa da classe produtora. A prisão de seu presidente causou grande repercussão entre produtores, colaboradores e lideranças da região, que agora aguardam posicionamento da entidade e o avanço das investigações.