O caso do advogado Pedro Henrique Lopes da Silva, de 38 anos, encontrado morto após sair para se encontrar com um cliente, em Goiânia, teve um avanço importante com a prisão do principal suspeito. O homem foi detido na BR-153, na região de Mara Rosa, no Norte de Goiás, pela Polícia Militar enquanto seguia em uma motocicleta. A abordagem foi registrada em vídeo pelos policiais, e as imagens mostram o momento em que ele admite ter cometido o crime.
No início da gravação, os policiais perguntam o nome e a idade do detido. Ele se identifica como Rafael Leandro, diz ter 32 anos e é informado sobre o direito de permanecer em silêncio e de contar com a assistência de um advogado. Mesmo assim, concorda em responder às perguntas e passa a relatar sua versão dos fatos sobre o homicídio.
Em um dos trechos mais importantes da gravação, o suspeito confessa que matou o advogado com uma faca, dizendo que deu “apenas uma facada”. Ele afirma que houve uma discussão envolvendo o advogado, que a vítima estaria alterada pelo uso de drogas e que, naquele dia, teria mexido nas chaves das motos, trancado e destrancado a casa e agido de forma confusa. Rafael conta ainda que conheceu o advogado por meio de uma mulher com quem se relacionava, que os dois chegaram a fazer amizade e que o homem frequentava sua casa com certa regularidade. No relato, ele diz que, no momento da cena, estava acompanhado de outra pessoa e afirma que, depois do crime, retirou o corpo da própria casa e o deixou em Goiânia.
Ao longo da abordagem, os policiais também questionam se ele estava fugindo para outro estado. O suspeito nega que estivesse em fuga, embora tenha sido parado em plena rodovia federal, pilotando a moto que, segundo ele, era usada para fazer corridas.
O vídeo reforça a condição dele como principal suspeito do homicídio do advogado, caso que já vinha sendo investigado pela Polícia Civil após o corpo da vítima ter sido localizado em Goianira.
Confira o vídeo:
Desaparecimento de advogado
Pedro Henrique havia saído de casa, no setor Cidade Jardim, para encontrar um cliente no bairro Nova Brasília, em Aparecida de Goiânia. Segundo a mãe dele, Marizeth Alves, ele atuava na área trabalhista, mas queria migrar para o criminal. Ela afirmou que o cliente vinha pedindo dinheiro ao advogado.
A mãe do advogado disse que o filho enviou mensagem a uma amiga afirmando que estava sendo ameaçado e que, caso parasse de responder, algo poderia ter acontecido.
Câmeras de segurança registraram o carro do advogado circulando em Goiânia no domingo (16), já com sinais de batida.








