Uma mulher de Anápolis registrou um boletim de ocorrência na tarde de terça-feira (25) após realizar, por engano, uma transferência de R$ 20 mil via Pix para uma pessoa desconhecida. Segundo o registro, ela digitou a chave incorretamente e só percebeu o erro depois que o valor já havia sido enviado. Ao tentar contato imediato com o destinatário para solicitar a devolução, não obteve resposta. O dinheiro também não foi restituído, levando a vítima a procurar a polícia para formalizar o caso.
O episódio ocorre em um momento em que novas regras para devoluções de Pix, como por engano, passaram a valer no país. O Banco Central ampliou o funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para facilitar a recuperação de valores transferidos de maneira indevida, especialmente em situações envolvendo fraudes. Agora, o sistema permite rastrear o caminho do dinheiro mesmo quando ele é rapidamente repassado para outras contas, aumentando as chances de bloqueio e devolução. O prazo para que os recursos sejam retornados pode chegar a 11 dias após a contestação.
Apesar do avanço, a própria norma estabelece limitações: o MED só pode ser aplicado quando há indícios de fraude ou erro operacional da instituição financeira. Casos em que o equívoco é cometido pelo usuário — como o envio para a pessoa errada — não se enquadram na ferramenta. Assim, situações como a registrada em Anápolis seguem dependendo exclusivamente da boa-fé do recebedor ou de eventual decisão judicial para recuperação do valor.











