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Anapolinos denunciam falta de fitas de medição de glicemia para diabéticos

A Secretaria de Saúde de Anápolis garantiu que está trabalhando para normalizar a entrega dos insumos


Por Carlos Nathan em 29/11/2025 - 13:40

Anapolinos denunciam falta de fitas de medição de glicemia para diabéticos Anápolis
A Fita de medição de glicemia é um item essencial para o monitoramento diário de pessoas com diabetes (Foto: Reprodução)

Moradores de Anápolis voltaram a relatar dificuldades no acesso às fitas de medição de glicemia distribuídas pelo município. Uma das denúncias foi feita pelo vendedor Paulo Henrique Barbosa nas redes sociais do prefeito Márcio Corrêa. Ele disse que há praticamente um mês diabéticos estariam sem receber o insumo essencial. Insulinodependente, ele afirma estar arcando com os custos por conta própria para evitar crises de hipoglicemia ou hiperglicemia. “É um absurdo, pois é um direito nosso. Meu processo administrativo está vencendo e tenho que correr atrás da renovação, mesmo sem ter recebido as fitas do mês atual. Como renovar algo que a prefeitura nem está entregando?”, questionou. Segundo ele, a situação tem gerado insegurança e desgaste nos pacientes que dependem do acompanhamento diário.

As fitas de medição, também chamadas de tiras reagentes, são itens fundamentais no manejo do diabetes. Elas funcionam por meio de uma reação química que, ao entrar em contato com uma pequena gota de sangue coletada na ponta do dedo, permite que o glicosímetro faça a leitura da quantidade de glicose presente. O processo dura poucos segundos. O uso é simples: o paciente insere a fita no aparelho, realiza a punção com a lanceta e deposita a gota de sangue na extremidade indicada. O equipamento então calcula automaticamente o nível glicêmico.

O objetivo desse monitoramento é evitar oscilações perigosas e ajudar no ajuste das doses de insulina ou de medicamentos. A frequência de uso varia conforme orientação médica, mas, para quem depende de insulina, a recomendação costuma ser medir a glicemia várias vezes ao dia — antes das refeições, ao acordar, antes de dormir e sempre que houver sintomas de alteração. Por isso, a falta do material compromete diretamente o tratamento e pode causar riscos graves à saúde.

A interrupção no fornecimento tem preocupado moradores que dependem exclusivamente da rede pública para manter o cuidado regular. Além da ausência das fitas, pacientes relatam burocracia para renovar processos administrativos, o que agrava ainda mais o problema.

Em resposta às reclamações, a Secretária Municipal de Saúde de Anápolis confirmou a situação e garantiu que está trabalhando para normalizar a entrega dos insumos. Segundo a pasta, os itens teriam “fracassado na última licitação”, o que ocasionou o atraso. A previsão é que a distribuição seja retomada na próxima semana. A secretaria reforçou que permanece à disposição para esclarecimentos na SEMUSA e afirmou que a prioridade é garantir o direito dos pacientes que dependem do material para controlar a doença.

Enquanto aguardam a regularização, diabéticos seguem pedindo uma solução definitiva para evitar que situações semelhantes se repitam. Para eles, o acesso contínuo às fitas não é apenas uma comodidade, mas uma questão de segurança e sobrevivência.

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