Goiás registrou 369 queimaduras em crianças de 1 a 4 anos entre janeiro e setembro de 2025, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional de internações por esse tipo de acidente. No Brasil, foram 3.613 casos no mesmo período, com o Nordeste liderando as estatísticas (1.109 casos), seguido por Sudeste (938) e Sul (777).
A faixa etária de 1 a 4 anos é a mais vulnerável a queimaduras em crianças, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras. A combinação de curiosidade intensa, movimentos rápidos e pouca noção de perigo transforma ambientes domésticos em cenários de risco, especialmente durante férias escolares e períodos de calor intenso.
A cozinha concentra a maioria dos acidentes, principalmente por líquidos quentes. A pediatra Mariana F. Falavina Grigoletto alerta que bastam cabos de panela virados para fora ou xícaras quentes à beira da mesa para que o risco se concretize. “A criança puxa o cabo, tropeça no pano da mesa ou tenta alcançar recipientes aquecidos”, explica a especialista.
Em casos de queimadura, a primeira medida é resfriar a área com água corrente fria (nunca gelada) por 10 a 20 minutos. Jamais use gelo, clara de ovo, manteiga ou receitas caseiras. É fundamental procurar atendimento urgente se houver bolhas, febre, dor intensa ou queimaduras no rosto, mãos, pés e genitais.
A prevenção inclui medidas simples como virar cabos de panela para dentro, usar as bocas traseiras do fogão, manter produtos químicos em locais altos e trancados, e testar a temperatura da água do banho antes de colocar a criança. Com essas precauções, a maioria dos acidentes domésticos pode ser evitada.








