A prosperidade para o brasileiro tem um pé na economia, mas seu significado abrange muito mais. É o que mostra a pesquisa inédita “O que é prosperidade para o brasileiro”, realizada pelo Sicredi em parceria com o Datafolha. O estudo mapeou quatro dimensões que estruturam o conceito: a econômica (39% de relevância), ligada a estabilidade e oportunidades; a psicológica (26%), atrelada ao bem-estar emocional; a espiritual (21%), relacionada a propósito e crenças; e a social (14%), fundamentada nos vínculos comunitários.
Viver essa prosperidade, no entanto, exige esforço para quase metade do país: 47% dos entrevistados afirmam prosperar “com dificuldade”, citando insegurança no trabalho e acesso desigual a bens e serviços. Apesar dos desafios, 41% se consideram “muito prósperos” (notas 9 e 10 em uma escala de 0 a 10), enquanto outros 40% se avaliam em um patamar intermediário (notas 7 e 8).
O perfil de quem se sente próspero revela contrastes significativos. A percepção é maior entre mulheres (47%) do que entre homens (34%), cresce com a idade e se fortalece no Nordeste (49%) e no interior (43%). Um dado curioso: pessoas com ensino fundamental completo relatam maior sensação de prosperidade plena (54%) em comparação com aquelas que possuem ensino superior (30%). A relação com o sistema financeiro também influencia: quem utiliza mais produtos financeiros (média de 4,6) e é associado a cooperativas de crédito, especialmente do Sicredi (92%), tende a se sentir mais próspero.
“Prosperidade não é apenas sobre renda, mas também sobre acesso e orientação financeira”, destacou Alexandre Barbosa, diretor do Sicredi. A pesquisa, que ouviu 2.003 pessoas em setembro de 2025, reforça que o conceito é uma construção ativa e multifacetada, na qual o dinheiro atua mais como alicerce do que como destino final.











