Skip to content

Greve por tempo indeterminado mobiliza sindicatos dos Correios em 9 estados; saiba quais

Categoria protesta contra medidas da estatal e cobra reajuste salarial e acordo coletivo, enquanto empresa afirma manter serviços em funcionamento


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 18/12/2025 - 17:48

greve Com sobrecarga no sistema, Correios fazem primeiros atendimentos a vítimas da fraude no INSS
(Foto: Reprodução)

Trabalhadores dos Correios em nove estados brasileiros iniciaram, a partir desta quarta-feira (17), uma greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela estatal e pela ausência de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com reajuste salarial para a categoria. O movimento envolve sindicatos do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo as entidades sindicais, a paralisação foi definida após impasse nas negociações e busca pressionar a empresa por melhores condições de trabalho e pela manutenção de direitos históricos. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial com reposição da inflação, a preservação das cláusulas do ACT vigente, adicional de 70% sobre as férias, pagamento de 200% para trabalho aos fins de semana e a concessão de um vale-alimentação especial de R$ 2.500, conhecido pela categoria como “vale-peru”.

Apesar da mobilização, os Correios informaram que todas as agências seguem abertas e que as entregas estão sendo realizadas normalmente em todo o país nesta quinta-feira (18). De acordo com a estatal, cerca de 91% do efetivo manteve as atividades na quarta-feira, e 24 dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores não aderiram à greve.

A empresa afirmou ainda que adotou medidas contingenciais para minimizar eventuais impactos operacionais, garantindo a continuidade dos serviços considerados essenciais à população. Em nota, os Correios também destacaram que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o período 2025/2026, após audiências de mediação entre as partes.

A proposta prevê validade de dois anos e, segundo a empresa, busca preservar benefícios, assegurar estabilidade e manter o diálogo, mesmo diante de um cenário econômico-financeiro classificado como desafiador. O texto será analisado e deliberado em assembleias das federações que representam os trabalhadores, enquanto a paralisação segue em curso em parte do país.

Leia também: Para 47% dos brasileiros, prosperidade é um esforço difícil, aponta estudo