Trabalhadores dos Correios em nove estados brasileiros iniciaram, a partir desta quarta-feira (17), uma greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela estatal e pela ausência de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com reajuste salarial para a categoria. O movimento envolve sindicatos do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo as entidades sindicais, a paralisação foi definida após impasse nas negociações e busca pressionar a empresa por melhores condições de trabalho e pela manutenção de direitos históricos. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial com reposição da inflação, a preservação das cláusulas do ACT vigente, adicional de 70% sobre as férias, pagamento de 200% para trabalho aos fins de semana e a concessão de um vale-alimentação especial de R$ 2.500, conhecido pela categoria como “vale-peru”.
Apesar da mobilização, os Correios informaram que todas as agências seguem abertas e que as entregas estão sendo realizadas normalmente em todo o país nesta quinta-feira (18). De acordo com a estatal, cerca de 91% do efetivo manteve as atividades na quarta-feira, e 24 dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores não aderiram à greve.
A empresa afirmou ainda que adotou medidas contingenciais para minimizar eventuais impactos operacionais, garantindo a continuidade dos serviços considerados essenciais à população. Em nota, os Correios também destacaram que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o período 2025/2026, após audiências de mediação entre as partes.
A proposta prevê validade de dois anos e, segundo a empresa, busca preservar benefícios, assegurar estabilidade e manter o diálogo, mesmo diante de um cenário econômico-financeiro classificado como desafiador. O texto será analisado e deliberado em assembleias das federações que representam os trabalhadores, enquanto a paralisação segue em curso em parte do país.
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