Na semana do Natal, consumidores de Anápolis precisam redobrar a atenção antes de fechar as compras da ceia. Um levantamento realizado pelo Procon Goiás identificou variações de preços que chegam a 400% em itens tradicionais da mesa natalina vendidos em supermercados do município.
A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 17 de dezembro, em oito estabelecimentos comerciais de Anápolis, analisando 85 produtos, entre frutas, bebidas, panetones, carnes e itens típicos das confraternizações de fim de ano.
O maior destaque negativo ficou novamente por conta da nectarina, fruta bastante procurada nesta época. Em Anápolis, o quilo do produto foi encontrado com preços que variam de R$ 7,98 a R$ 39,90, o que representa uma diferença de 400% entre os estabelecimentos.
Outro item que exige atenção do consumidor anapolino é o vinho frisante de 750 ml. O levantamento mostra que a bebida está sendo vendida de R$ 30 a R$ 82,99, uma variação de 176,63%, o que pode pesar significativamente no orçamento de quem pretende brindar a data em família.
Os panetones, presença quase obrigatória na ceia, também apresentam oscilações expressivas. O chocottone Visconti de 400 gramas foi encontrado com preços entre R$ 13,99 e R$ 29,99, uma diferença de 114,37%. Já o panettone tradicional de frutas cristalizadas, do mesmo peso, aparece nas prateleiras de R$ 13,99 a R$ 22,99, com variação de 64,33%.
Recomendações pra ceia de Natal não sair tão cara
Diante das diferenças expressivas, o Procon Goiás reforça que pesquisar preços é fundamental, principalmente em períodos festivos, quando a procura elevada pode resultar em reajustes abusivos.
Na hora da compra, a orientação é observar atentamente a aparência, a textura, a cor e o cheiro dos alimentos, evitando frutas já cortadas, que perdem nutrientes e têm menor durabilidade. No caso das bebidas, é essencial verificar se as garrafas estão lacradas e sem vazamentos.
Para os produtos congelados, como pernil, peru e chester, o consumidor deve conferir se estão armazenados corretamente em balcões refrigerados, com etiquetas informando o peso líquido, e se a embalagem não apresenta água ou sangue na parte externa.
O levantamento reforça que, em Anápolis, o mesmo item pode custar até quatro vezes mais dependendo do supermercado, tornando a comparação de preços a principal aliada para manter a ceia farta sem comprometer o orçamento.
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