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Emprego formal cresce 3,3% em 2024, diz levantamento RAIS

Centro-Oeste e Sudeste tiveram maior crescimento relativo. Setor privado responde por 78,2% do total de vínculos, enquanto serviços concentram o maior estoque


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 31/12/2025 - 08:38

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,3% em 2024, com um estoque de 57,1 milhões de empregos formais ativos até 31 de dezembro. Em números absolutos, foram criados 1,8 milhão de novos vínculos em relação a 2023, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). O setor privado respondeu por 78,2% do total (44,7 milhões de empregos), enquanto o setor público representou 21,8% (12,4 milhões).

Regionalmente, o crescimento dos empregos formais foi mais intenso no Centro-Oeste (+5,5%) e no Sudeste (+3,5%), acima da média nacional. O Distrito Federal (+10,4%) e Tocantins (+7,7%) lideraram a alta entre os estados. Quanto aos setores, Serviços apresentou o maior aumento relativo (+3,7%) e concentra o maior estoque, com 33,3 milhões de vínculos, seguido por Indústria (+3,5%) e Comércio (+2,2%).

A remuneração média do trabalhador formal em 2024 foi de R$ 4.290,24, um crescimento real de 1,3% em relação ao ano anterior. O salário mediano, que melhor representa a faixa central da distribuição, teve alta mais expressiva de 6,7%, atingindo R$ 2.647,10. Dentre os vínculos, 10,75% foram considerados “não típicos”, com maior concentração em jornadas de até 30 horas semanais.

Portanto, os dados da RAIS 2024 indicam uma recuperação consistente do mercado de trabalho formal após os anos de pandemia, com geração de vagas em todos os grandes setores. Consequentemente, o setor de serviços se mantém como o principal motor da ocupação no país. A expansão verificada reforça a importância da formalização para a proteção social e a arrecadação.

Finalmente, o aumento do salário mediano em ritmo superior ao da média sugere uma leve compressão da desigualdade remuneratória. A manutenção do crescimento dos empregos formais em 2025 dependerá, contudo, do desempenho da atividade econômica e da continuidade de políticas de incentivo à geração de renda e emprego.