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Projeto da UFG transforma resíduos agroindustriais em energia limpa e bioinsumos no campo

Iniciativa apoiada pela Fapeg recebe R$ 400 mil e aposta em tecnologia sustentável para fortalecer a economia rural em Goiás


Por Carlos Nathan em 16/01/2026 - 15:36

Projeto da UFG transforma resíduos agroindustriais em energia limpa e bioinsumos no campo
(Foto: Reprodução)

Um projeto inovador desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) promete transformar resíduos agroindustriais em energia renovável e insumos agrícolas, contribuindo para a sustentabilidade e o fortalecimento da economia rural no Estado. A iniciativa foi selecionada pelo edital nº 25/2025 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), dentro do Programa Goiás Mais Energia Rural, e conta com investimento de R$ 400 mil.

A pesquisa tem como foco a produção contínua de bioinsumos a partir da carbonização hidrotérmica, uma tecnologia capaz de converter resíduos úmidos da agroindústria em hidrocarvão e bio-óleo. Esses materiais podem ser utilizados tanto como fontes de energia quanto como insumos agrícolas, como biofertilizantes, ampliando o aproveitamento de resíduos que hoje representam passivos ambientais.

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Um dos diferenciais do projeto é a implantação de uma planta-conceito alimentada por energia solar off-grid, instalada em uma unidade móvel. Isso permitirá que a tecnologia seja aplicada diretamente nas áreas rurais onde os resíduos são gerados, reduzindo custos logísticos e ampliando o alcance da solução no campo.

Coordenado pelo professor Christian Gonçalves Alonso, do Instituto de Química da UFG, o projeto aposta na inovação sustentável como estratégia para impulsionar o setor agroenergético. Segundo o pesquisador, o apoio da Fapeg é fundamental para viabilizar soluções alinhadas à bioeconomia e ao uso eficiente de resíduos agroindustriais.

Além de contribuir para a diversificação da matriz energética goiana, a iniciativa deve estimular a economia circular, gerar empregos no meio rural e fomentar novos negócios até o fim de 2027. Para o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o projeto reforça o compromisso de Goiás com a ciência, a inovação e a busca por alternativas aos combustíveis fósseis, promovendo desenvolvimento sustentável no campo.