A Infraero deu início a um conjunto de melhorias no Aeroporto de Anápolis após assumir a gestão do sítio aeroportuário no final de 2024. A empresa já aplicou quase R$ 900 mil na primeira fase de revitalização, focada no terminal de passageiros e no cercamento do aeródromo. As intervenções iniciais incluíram a modernização da iluminação para LED, reparos no telhado, substituição de vidros e pintura completa interna e externa do terminal.
Para os próximos anos, a estatal programa uma série de ações de infraestrutura essenciais. A lista inclui a regularização de cercas, recuperação dos pavimentos da pista principal, pátio e taxiway, além da implantação da sinalização horizontal e da Área de Segurança na Extremidade da Pista (RESA). Uma segunda etapa de reformas no terminal de passageiros também está no cronograma, consolidando o plano de melhorias no Aeroporto de Anápolis.
Segundo a Infraero, esses investimentos vão resultar em infraestrutura adequada às normas, ampliação da conectividade de Anápolis com outras regiões e geração de empregos e renda através de contratos de serviços. A empresa afirma coordenar as ações em contínua interação com órgãos da aviação civil, governo municipal e a comunidade local.
Paralelamente, o futuro do chamado Aeroporto de Cargas, uma pista construída pelo governo estadual a partir de 2010, permanece em aberto. Atualmente, o governo de Goiás realiza uma obra de recuperação ambiental no local, orçada em R$ 38 milhões. Somente após a conclusão desse serviço é que a área será devolvida à Infraero, que deverá definir os projetos para o espaço. Vale destacar que essa pista não possui homologação da ANTT e, por isso, não é reconhecida oficialmente pela Infraero como um aeroporto de cargas.
A obra da pista de cargas, marcada por paralisações e ações judiciais, teve seu custo original estimado em R$ 94,1 milhões, com aditivo de R$ 46,5 milhões. Reportagens indicam que os gastos totais podem ter ultrapassado a marca de R$ 300 milhões, em um projeto que completa 16 anos sem conclusão e sem previsão de entrar em operação.








