A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu, na noite de domingo (1º/2), um mandado de prisão preventiva contra Rangel Gonçalves Magalhães, de 28 anos, durante um culto em uma igreja do Bairro São José, em Anápolis. O indivíduo preso é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil. A ação policial foi motivada por denúncia recepção na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que apontava abusos sexuais contra uma criança de 5 anos, supostamente cometidos por um amigo da mãe.
De acordo com as investigações, o suspeito compareceu à delegacia acompanhando a própria vítima, ocasião em que a criança, em depoimento especial com um psicólogo, confirmou os abusos. Com base nas declarações, os policiais obtiveram um mandado de busca e apreensão. Na residência de Rangel, foi apreendido um aparelho celular que, após análise pericial, continha material pornográfico infantil explícito e imagens da vítima, que servem como provas concretas do crime de estupro. A análise do dispositivo revelou ainda um dado perturbador: o acusado acompanhava as postagens sobre prisões feitas pela DPCA e estudava os métodos de investigação policial para crimes dessa natureza.
Paralelamente, a PCGO descobriu que o homem possuía o hábito de frequentar diversas igrejas na região, utilizando o ambiente para se aproximar de crianças. Ele as colocava no colo e se oferecia para vigiá-las e levá-las ao banheiro, comportamento que indicava um grave risco de reincidência e ampliação do número de vítimas. Diante da gravidade dos fatos e do perigo iminente, a polícia representou pela prisão preventiva, pedido acatado pela Justiça. Rangel foi localizado e detido em flagrante durante uma cerimônia religiosa. Ele responderá pelos crimes imputados, cujas penas máximas somadas podem chegar a 19 anos de reclusão. A divulgação de sua imagem e identidade foi autorizada por despacho fundamentado da autoridade policial, baseando-se na Lei nº 13.869/2019 e em portaria interna, com o objetivo de atender ao interesse público e garantir o pleno esclarecimento dos fatos.
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