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Decisão judicial de clássico entre Anápolis e Anapolina com torcida única vira alvo de críticas na internet

Medida de segurança para o duelo do Goianão 2026 provoca reação negativa de torcedores, que pedem a presença das duas torcidas no Estádio Jonas Duarte


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 04/02/2026 - 10:12

Anápolis e Anapolina
(Foto: Reprodução)

A decisão de realizar o clássico anapolino entre Anápolis Futebol Clube e Associação Atlética Anapolina com torcida única gerou forte repercussão negativa nas redes sociais nos últimos dias. Após a confirmação da medida, internautas passaram a manifestar críticas e pedidos pela liberação das duas torcidas no estádio, utilizando frases como “Queremos clássico com duas torcidas” em plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) e YouTube.

Durante a transmissão da sessão da Câmara Municipal de Anápolis, realizada na quarta-feira (4), milhares de comentários de centenas de usuários protestaram contra a decisão. Um dos comentários mais compartilhados foi do internauta Victor Kunert, que criticou duramente os órgãos envolvidos. Já Douglas Monteiro afirmou que a política de torcida única, em alguns casos, seria reflexo de falta de planejamento e excesso de comodismo das autoridades de segurança.

O clássico está marcado para domingo (8), às 16h, no Estádio Jonas Duarte, pela oitava rodada do Campeonato Goiano de 2026. A recomendação pela torcida única partiu do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), da Polícia Militar, e foi encaminhada à Federação Goiana de Futebol. Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel Alex de Siqueira, o histórico recente de confrontos entre as torcidas Independente Tricolor e Organizada Rubra, aliado à limitação estrutural do estádio para separação segura de setores, elevou o risco de conflitos.

O Anápolis confirmou oficialmente que seguirá a orientação e atuará como mandante com torcida única. O duelo ocorre em um momento de debate nacional sobre essa política. Desde 2016, estados como São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Norte adotam a restrição em clássicos para conter a violência. Embora autoridades defendam a medida como essencial para a segurança, críticos apontam impactos negativos na cultura do futebol e na experiência do torcedor, reacendendo uma discussão que segue longe de consenso no país.