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Brasil faz alerta na OMS sobre a crise de saúde mental causada pelas bets

Governo revela como as apostas afetam saúde mental e levam o tema a debate global; país cria observatório para combater crise


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 04/02/2026 - 17:07

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Governo alerta para impactos das apostas online na saúde mental e social. Foto: Wpadington/Shutterstock

O Governo do Brasil fez um alerta internacional sobre os graves impactos das Bets (apostas online)  para a saúde pública durante a 158ª Reunião do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra. Na ocasião, representantes brasileiros destacaram que o crescimento acelerado das plataformas de bets tem gerado consequências como sofrimento psíquico, comportamentos de risco e o agravamento de vulnerabilidades sociais, exigindo respostas estruturadas dos sistemas de saúde.

A proposta do Brasil é liderar a inserção do tema na agenda global de saúde pública, promovendo uma articulação intersetorial entre os Ministérios da Saúde e da Fazenda. O posicionamento reforça que, no Brasil, os efeitos das  Bets vão muito além da esfera econômica, atingindo diretamente a prevenção de agravos e a proteção de grupos vulneráveis, o que demanda cooperação internacional e estratégias baseadas em evidências.

Como parte da resposta nacional, foi instituído o Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, uma iniciativa conjunta dos ministérios para monitorar padrões de uso, identificar comportamentos de risco e qualificar a prevenção e o cuidado no SUS. Entre as medidas estão a criação de uma plataforma nacional de autoexclusão, uma linha de cuidado específica e a ampliação do teleatendimento em saúde mental.

Ao levar o debate para a OMS, o Brasil busca estimular a construção de estratégias globais que reconheçam os efeitos do jogo problemático na saúde mental. A iniciativa reforça o compromisso com o multilateralismo e com a defesa da saúde como direito humano fundamental, posicionando o país na vanguarda do enfrentamento a esse desafio contemporâneo.

*Com informações Ministério da Saúde.