O relógio mecânico do sino do Santuário de Sant’Ana, em Anápolis, está em processo de restauração por especialistas apaixonados pela história dos equipamentos Michelini. Fabricado entre 1909 e 1969 pela oficina de imigrantes italianos Vitaliano e José Michelini, o mecanismo é uma peça rara – apenas 1.200 unidades foram produzidas e instaladas em monumentos como a Estação da Luz e a Catedral da Sé, em São Paulo. Em Anápolis, o relógio, que provavelmente data da década de 1960, permanece na torre do santuário, no coração da cidade.
O trabalho é conduzido pelos especialistas e pesquisadores Jaime Prado e Roberto Pinheiro, que se dedicam a restaurar relógios Michelini por paixão pela história. Eles destacam que o estado de conservação do relógio de Anápolis é excepcional. “É uma relíquia. Esse está impecável. A gente apenas fez a limpeza. Todo pintado na cor original, funcionando maravilhosamente bem”, afirmou Jaime Prado, emocionado ao tocar nas engrenagens de uma máquina com mais de meio século.
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A restauração relógio Anápolis também resgata a funcionalidade original do sino do santuário, que havia sido automatizado com o tempo, enquanto o relógio mecânico ficou desativado. Frei Alex, pároco e reitor, explicou que problemas no funcionamento do sino motivaram a decisão de restaurar o conjunto histórico. Para Frei Hugo Junqueira, que acompanha o processo, o relógio é um marco que marca não apenas o santuário, mas a própria história do crescimento de Anápolis ao seu redor.
A fábrica Michelini, fundada por imigrantes italianos, fechou as portas justamente porque seus relógios eram extremamente duráveis e raramente davam defeito. A restauração relógio Anápolis mantém viva essa herança, permitindo que a cidade continue contando o tempo com uma peça que é, ao mesmo tempo, instrumento funcional e testemunha histórica de um período importante da indústria e da devoção no Brasil.











