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Golpe do celular desbloqueado aumenta no Carnaval; saiba como se proteger

Crime evoluiu de simples roubo de aparelho para acesso à identidade digital; vítimas podem perder mais de R$ 50 mil em empréstimos e transferências


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/02/2026 - 17:53

Foto: Reprodução

furto de celular no Carnaval se tornou uma indústria altamente especializada, com criminosos focados não no valor do aparelho, mas no acesso à vida financeira da vítima. Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, alerta que em menos de 10 minutos as quadrilhas conseguem realizar um verdadeiro “limpa contas”: transferem saldos, contratam empréstimos e sequestram redes sociais para aplicar novos golpes. “Perder a carteira hoje é menos perigoso do que perder o smartphone”, afirma.

A tática preferida é o “furto da tela aberta”, onde o criminoso observa a vítima digitando a senha na multidão e arranca o aparelho desbloqueado. Com acesso ao e-mail e SMS, eles redefinem senhas de aplicativos bancários. A busca por informações no próprio celular – blocos de notas, fotos de documentos, conversas – é a primeira ação. Em seguida, realizam transferências via PIX, contratam empréstimos pré-aprovados e usam as redes sociais para enganar contatos.

Nery recomenda medidas de “blindagem digital” para quem vai pular Carnaval. A principal é não levar o celular principal: usar um aparelho antigo, sem aplicativos de banco instalados. Outras dicas incluem ativar pastas seguras para esconder ícones bancários, reduzir os limites de transferência PIX antes de sair de casa e preferir a biometria, evitando digitar senhas em público. Ferramentas como o “Modo Ladrão” também ajudam a bloquear o celular ao detectar movimentos bruscos de corrida.

Após o furto de celular no Carnaval, muitas vítimas só descobrem dias depois que tiveram empréstimos feitos em seus nomes em bancos onde nem tinham conta. O especialista reforça a importância do Registrato, serviço gratuito do Banco Central, para monitorar dívidas e movimentações suspeitas. A prevenção e a contenção de danos são as armas mais eficazes contra essa nova modalidade criminosa.