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Suspeita de aplicar golpe “Boa Noite, Cinderela” em idosos é presa em Anápolis

Investigação aponta que jovem usava aplicativos de namoro para dopar vítimas e roubar dinheiro e objetos em Goiânia


Por Carlos Nathan em 06/03/2026 - 13:45

Suspeita de aplicar golpe “Boa Noite, Cinderela” em idosos é presa em Anápolis
(Imagens: PCGO)

Uma jovem suspeita de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” em idosos foi presa nesta sexta-feira (06) em Anápolis durante uma operação da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo a Polícia Civil, a investigada é suspeita de ter cometido pelo menos três roubos contra idosos, utilizando aplicativos de namoro para se aproximar das vítimas.

De acordo com o delegado Gil Fonseca Bathaus, responsável pelo caso, embora a prisão tenha ocorrido em Anápolis, os crimes investigados foram praticados em Goiânia. A suspeita foi localizada pelos agentes enquanto tentava fugir, mas acabou sendo abordada e detida.

As investigações apontam que a jovem utilizava aplicativos de relacionamento para escolher as vítimas, geralmente homens idosos. Após iniciar conversas e conquistar a confiança dos alvos, ela marcava encontros presenciais, muitas vezes nas próprias residências das vítimas.

Durante os encontros, segundo a polícia, a suspeita administrava substâncias sedativas, deixando as vítimas inconscientes — prática popularmente conhecida como golpe do “Boa Noite, Cinderela”. Enquanto os homens estavam desacordados, ela roubava dinheiro, celulares e outros objetos de valor.

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Além disso, os investigadores identificaram que a suspeita também utilizava uma máquina de cartão própria para realizar transferências diretamente das contas bancárias das vítimas, ampliando o prejuízo causado.

O delegado também destacou que a mulher não possui endereço fixo em Goiás, e há indícios de que crimes semelhantes possam ter sido praticados em outras regiões do país.

Do ponto de vista jurídico, casos como esse podem ser enquadrados no crime de roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal. Quando há uso de substâncias para incapacitar a vítima, a conduta pode ser considerada uma forma de violência imprópria, o que caracteriza o roubo mesmo sem agressão física direta. A pena para esse crime pode variar de 4 a 10 anos de prisão, além de multa.

Se a Justiça entender que houve agravantes — como o fato de as vítimas serem idosas, grupo considerado mais vulnerável pela legislação — a pena pode ser aumentada. Em algumas situações, o crime também pode envolver outras tipificações, como estelionato ou fraude eletrônica, dependendo da forma como o dinheiro foi retirado das contas.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar possíveis outras vítimas e verificar se a suspeita faz parte de algum esquema criminoso maior.