A Operação Alerta Lilás da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriu 302 mandados de prisão em aberto por violência contra mulheres entre 9 de fevereiro e 5 de março, em ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A maioria das prisões foi por não pagamento de pensão alimentícia (215), estupro (37) e descumprimento de medida protetiva (16). Goiás figura como o segundo estado com mais prisões (22), atrás apenas do Rio Grande do Sul (26). A média foi de 12 capturas por dia, superando os 83 mandados cumpridos em 2025.
Instituída em 2025, a Operação Alerta Lilás consiste na ativação de avisos no sistema de consulta criminal da corporação, integrado ao Banco Nacional de Medidas Penais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O alerta orienta a fiscalização em unidades da PRF, pontos de descanso, postos de abastecimento e praças de pedágio. O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, afirmou que “com o Alerta Lilás, a rota de fuga nas estradas foi fechada para agressores”.
A ação ocorre em meio a números preocupantes: em 2025, o Brasil registrou 1.559 feminicídios e mais de 83 mil estupros, dos quais 59 mil contra vulneráveis, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, destacou que 71% dos mandados da Operação foram por pensão alimentícia, revelando “gravidade não só da violência contra a mulher, mas contra crianças e adolescentes”. Ela defendeu o combate à cultura de homens que se sentem desobrigados de sustentar a família.
Em fevereiro, os Três Poderes assinaram o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, que visa acelerar medidas protetivas e responsabilizar agressores. Para Estela, a operação da PRF é “fantástica” por alinhar a segurança pública a uma mensagem clara: violência contra mulher é crime e será punida. A Operação Alerta Lilás da PRF reforça o compromisso do governo no enfrentamento à violência de gênero em todo o país.








