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Adeus, Nubank? BC proíbe fintechs de usarem “banco” no nome; veja quem precisa mudar

Medida afeta também Mercado Pago e Stone e visa evitar confusão entre consumidores sobre garantias


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 02/12/2025 - 18:35

Foto: Reprodução

Banco Central determinou que grandes fintechs como Nubank, PicPay, Mercado Pago, Stone e XP Investimentos não podem utilizar as palavras “banco” ou “bank” em seus nomes comerciais sem autorização formal para operar como instituição bancária. A medida, que entra em vigor imediatamente, atinge algumas das principais empresas do setor financeiro digital e visa evitar que consumidores confundam seus serviços com os de bancos tradicionais.

As empresas terão 120 dias para apresentar planos de adequação ao Banco Central.Nubank, que popularmente incorpora “bank” em sua marca, afirmou que analisa a determinação e ressaltou que a mudança afetará apenas o nome, não os serviços oferecidos aos mais de 90 milhões de clientes. Situação similar ocorre com o PicPay, que embora ofereça conta digital, não possui licença bancária completa.

A decisão do Banco Central representa um endurecimento regulatório que diferencia claramente instituições bancárias (como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil) de fintechs de pagamento. Enquanto bancos possuem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF, fintechs como Mercado Pago e Stone oferecem proteções distintas, fato que pode gerar confusão entre usuários menos informados.

O caso da XP Investimentos é particularmente interessante, pois a empresa recentemente adquiriu licença para operar como banco de investimentos, mas mantém marca consolidada no mercado sem a palavra “banco”. As adequações deverão considerar não apenas mudanças nos nomes, mas também ajustes em estratégias de marketing e comunicação com o público.

Apesar das alterações obrigatórias, todas as operações financeiras, produtos e serviços das fintechs continuarão normalmente. O Banco Central reforça que a regra visa garantir transparência e proteger consumidores, especialmente em um mercado onde a digitalização tem diluído as fronteiras entre diferentes tipos de instituições financeiras.