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Adora Black: conheça a dragqueen goiana que está participando do Drag Race Brasil

A queen já desponta como uma das favoritas na competição, que estreou nesta quinta-feira (10)


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 11/07/2025 - 14:39

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Look da queen, na promo da segunda temporada de Drag Race Brasil. (Foto: Divulgação)

A goiana Adora Black é um dos grandes da segunda temporada do Drag Race Brasil, que estreou nesta quinta-feira (10) e já movimenta a cena drag no país. Mesmo com apenas dois anos atuando profissionalmente como drag queen em tempo integral, ela chega ao programa como uma das participantes mais populares, criativas e determinada a deixar sua marca no reality.

Em entrevista recente, a queen disse que descobriu o mundo drag em 2016, justamente assistindo ao formato original do programa, RuPaul’s Drag Race. Foi paixão à primeira vista. Começou a se montar esporadicamente em 2018 e, quatro anos depois, resolveu tornar isso sua profissão. Segundo ela, o nome artístico carrega significado duplo: “Adora” para garantir destaque até na lista alfabética e “Black” como forma de afirmar orgulhosamente sua identidade negra.

Um dos pontos fortes de Adora no programa promete ser a confecção de roupas. Antes de 2022, ela nunca havia costurado nada, mas, sentindo a necessidade de transformar suas ideias em realidade, comprou uma máquina de costura e passou a aprender sozinha. Hoje, seus figurinos não são apenas bonitos, mas carregam mensagem e emoção, com referências à cultura e à força feminina.

Adora Black também fala com franqueza sobre as dificuldades de quem vive da arte drag no Entorno de Brasília. Segundo ela, os espaços para apresentações diminuíram nos últimos anos e os materiais para produção são escassos. Ainda assim, elogia iniciativas como o coletivo Distrito Drag, que ajuda a manter viva a cena local com eventos, oficinas e oportunidades de trabalho para artistas LGBTQIAPN+.

Apesar dos obstáculos, ela enxerga o drag brasileiro como sinônimo de talento e criatividade — mesmo em um país marcado pela LGBTfobia. Adora cita Pabllo Vittar como exemplo de superação e inspiração, lembrando que a artista se tornou a drag queen mais seguida do mundo sem abrir mão de quem é. Para Adora, entrar no Drag Race Brasil não foi apenas uma chance de brilhar, mas a prova de que valeu a pena acreditar no sonho. Agora, ela quer usar a visibilidade para mostrar a potência da arte drag brasileira — e, quem sabe, conquistar a coroa para Goiás.